A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu um passo importante ao aprovar o Projeto de Lei 3324/23, de autoria da senadora Zenaide Maia (PSD-RN). Esse projeto visa priorizar a inclusão de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no programa Bolsa Família, desde que estejam sob medida protetiva de urgência. A proposta é que essas mulheres cumpram os mesmos requisitos dos demais beneficiários do programa.
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De acordo com a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o projeto é crucial para oferecer um atendimento mais ágil e eficaz às mulheres que, além de enfrentar a pobreza, sofrem com a violência doméstica. A proposta busca integrar a situação social e econômica dessas mulheres com a execução e o alcance do Bolsa Família.
O projeto modifica a lei que regulamenta o Bolsa Família (14.601/23), acrescentando entre seus objetivos o desenvolvimento e a proteção social das mulheres em situação de pobreza. Até então, o foco era principalmente nas famílias, especialmente crianças, adolescentes e jovens.
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Segundo a 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado em 2023, três a cada dez brasileiras já sofreram violência doméstica. Esses números reforçam a necessidade de políticas públicas mais efetivas e integradas.
A proposta ainda precisa passar por análise nas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto, já aprovado no Senado, também precisa do aval da Câmara para se tornar lei.
Se aprovada, essa mudança não só beneficiará diretamente as mulheres que enfrentam essa dura realidade, mas também poderá servir como um modelo para outras políticas sociais que buscam integrar questões de gênero e proteção social.
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O objetivo é priorizar a inclusão de mulheres vítimas de violência doméstica no programa Bolsa Família, garantindo-lhes proteção social.
O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para votação no Senado.
A violência doméstica é uma realidade para muitas mulheres no Brasil, com pesquisas indicando que três a cada dez brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica.
Integrar essas políticas é crucial para oferecer um suporte mais abrangente às mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo seu desenvolvimento social e econômico.
Ele modifica a lei para incluir a proteção social de mulheres em situação de pobreza como um dos objetivos do programa.