A cooperação energética entre Brasil e Argentina está prestes a ganhar um novo capítulo com a assinatura de um acordo estratégico para a importação de gás natural. O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, que destacou a relevância da parceria para aumentar a oferta de gás no país e reduzir custos.
O acordo será oficializado durante as reuniões do G20, que acontecem no Rio de Janeiro. Este é um passo importante na estratégia de exploração do megacampo de Vaca Muerta, na Argentina, que atualmente está subaproveitado.
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O plano brasileiro é iniciar a importação de 2 milhões de metros cúbicos diários de gás a partir de 2025. Esse volume deve crescer para 10 milhões de m³/dia nos próximos três anos, com uma meta de atingir 30 milhões de m³/dia em 2030.
Para efeito de comparação, o consumo de gás no Brasil oscila entre 70 e 100 milhões de metros cúbicos por dia. Com isso, o país busca não só aumentar a oferta, mas também reduzir o preço do insumo.
A Argentina oferece gás a preços bastante competitivos. Em Vaca Muerta, o custo é de cerca de US$ 2 por milhão de BTUs. A expectativa é que, após importado, o gás chegue ao Brasil entre US$ 7 e US$ 8 por milhão de BTUs, um valor bem abaixo da média atual de US$ 13,82 no mercado nacional.
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Para viabilizar a importação, foram mencionadas cinco possíveis rotas de transporte. Uma das opções é utilizar o Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), que está subaproveitado devido à redução da produção boliviana.
O governo brasileiro considera inverter o fluxo do gasoduto argentino para enviar o gás de Vaca Muerta até a Bolívia e, em seguida, usar o Gasbol para distribuição no Brasil. Outras opções incluem a construção de um sistema de gasodutos através do Chaco paraguaio e a conexão direta com Uruguaiana (RS).
Além dos aspectos logísticos, Alexandre Silveira também abordou os impactos geopolíticos da reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Ele afirmou que a transição energética será tanto uma “necessidade climática quanto uma oportunidade econômica”.
O ministro destacou que o Brasil possui potencial energético ainda inexplorado, mencionando que com apenas 27% do solo mapeado, o país já é a sétima maior reserva mundial de urânio.
Em suma, o acordo entre Brasil e Argentina representa um marco na cooperação energética entre os dois países, prometendo benefícios econômicos e estratégicos para ambas as nações.
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O principal objetivo é aumentar a oferta de gás natural no Brasil e reduzir os custos de energia, aproveitando o potencial do megacampo de Vaca Muerta na Argentina.
O Brasil pretende iniciar a importação de 2 milhões de metros cúbicos diários de gás em 2025, com a meta de atingir 30 milhões de metros cúbicos diários em 2030.
O gás argentino é considerado competitivo devido ao seu baixo custo de produção em Vaca Muerta, que é de cerca de US$ 2 por milhão de BTUs.
Uma das opções é utilizar o Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) para transportar o gás de Vaca Muerta para o Brasil. Outras opções incluem a construção de um sistema de gasodutos através do Chaco paraguaio e a conexão direta com Uruguaiana (RS).
O acordo pode fortalecer a cooperação energética entre os dois países e contribuir para a transição energética, considerada tanto uma necessidade climática quanto uma oportunidade econômica.