O governo federal está considerando apertar as regras de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e realizar um novo pente-fino no Bolsa Família. Essas medidas fazem parte do pacote fiscal em preparação pelo Ministério da Fazenda, visando otimizar os gastos públicos.
O BPC, que garante um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda, está na mira por suspeitas de fraudes. Uma das propostas discutidas é restringir o auxílio a doenças graves e pessoas incapacitadas para o trabalho.
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Durante uma reunião na Casa Civil, que contou com a presença da equipe econômica e dos ministros Carlos Lupi, da Previdência, e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, foram abordadas mudanças significativas para o BPC. A intenção é que as regras de adesão e permanência se assemelhem às do Bolsa Família.
Entre as medidas propostas está a obrigatoriedade da biometria para a solicitação de todos os benefícios assistenciais e previdenciários. Essa exigência já existe por portaria desde setembro, mas o governo pretende formalizá-la através de um projeto de lei. Além disso, a prova de vida anual, reconhecimento facial e biometria serão necessários para concessão e manutenção dos pagamentos.
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O governo também planeja um novo pente-fino no Bolsa Família, especificamente mirando famílias unipessoais. A expectativa é que essa revisão comece em janeiro de 2025, afetando beneficiários entre 18 e 49 anos que vivem sozinhos. Esse grupo representa cerca de 1,3 milhão dos quatro milhões de beneficiários que vivem sozinhos.
Com o pente-fino, o governo espera economizar aproximadamente R$ 4 bilhões anualmente. Estima-se que até 500 mil beneficiários estejam recebendo o auxílio de forma irregular. Os pagamentos irregulares serão suspensos e cancelados durante a revisão.
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As discussões sobre o pacote fiscal geraram divergências entre os ministérios. A área da Saúde, por exemplo, se opôs a alterações no piso vinculado à receita, defendendo a manutenção dos recursos para garantir a qualidade dos serviços prestados.
A Fazenda, por outro lado, propõe limitar o crescimento das despesas ao teto previsto no arcabouço fiscal, de até 2,5% acima da inflação.
Em suma, o governo busca equilibrar suas contas, revisando benefícios sociais e implementando medidas de fiscalização mais rigorosas. Se você gostou do conteúdo e deseja se manter informado sobre as próximas atualizações, inscreva-se em nossa newsletter para receber as notícias diretamente no seu e-mail.
O objetivo é revisar e identificar beneficiários que estejam recebendo o auxílio de forma irregular, com foco em famílias unipessoais.
A revisão está prevista para começar em janeiro de 2025.
As mudanças incluem restrições do benefício a doenças graves e a obrigatoriedade do uso de biometria para solicitação e manutenção dos pagamentos.
O governo espera economizar aproximadamente R$ 4 bilhões anualmente com a suspensão e cancelamento de pagamentos irregulares.
Os desafios incluem divergências entre ministérios sobre o pacote fiscal e a necessidade de equilibrar o controle de despesas com a manutenção da qualidade dos serviços sociais.