Os servidores do INSS do Rio de Janeiro decidiram em assembleia virtual, na última sexta-feira, propor o fim da greve à Plenária Nacional e ao Comando Nacional. A proposta inclui a abertura de debate sobre a assinatura ou não de um acordo. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro (SindsprevRJ), apesar das tentativas de diálogo com o governo, as negociações não avançaram.
Desde a deflagração da greve em 16 de julho, que completou 100 dias recentemente, os servidores têm reivindicado melhorias nas condições de trabalho e na prestação dos serviços de Previdência Social à população.
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O governo, no entanto, tem adotado uma postura de enfrentamento, optando por ações judiciais, corte de ponto e codificação das ausências como “falta injustificada”. O reajuste oferecido pelo governo é inferior ao acordado na greve de 2022, que foi de 43% em dois anos, e não contempla todos os servidores.
Entre as principais reivindicações dos servidores estão:
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No último dia 10, servidores de todo o país participaram de atos em Brasília, incluindo manifestações no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. O Comando Nacional de Greve busca, através de parlamentares, reabrir as negociações, mas enfrenta a intransigência do governo.
Rolando Medeiros, dirigente do Sindsprev-RJ, destacou que a proposta é assinar o acordo de forma crítica, defendendo os interesses da categoria. Ele enfatizou a importância de garantir que não haverá perseguições e que o dinheiro será devolvido aos servidores.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) divulgou nota celebrando o Dia do Servidor Público e ressaltando a importância do funcionalismo público para a democracia. O secretário-geral da Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva, reforçou a necessidade de defender os serviços públicos brasileiros.
A Condsef critica a política salarial adotada para o funcionalismo público federal e defende medidas para reduzir distorções salariais, além de acompanhar com preocupação os debates sobre a reforma administrativa.
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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que as negociações resultaram em mais de 98% dos servidores públicos federais com garantia de reposição e aumento real de salários.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso, destacou que o serviço público brasileiro tem mais mulheres que homens, escolaridade média superior à do setor privado, e uma força de trabalho concentrada em atividades finalísticas de políticas públicas.
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A greve foi motivada por reivindicações de melhorias nas condições de trabalho e na prestação de serviços de Previdência Social.
A greve durou 100 dias.
O governo optou por ações judiciais, corte de ponto e codificação das ausências como ‘falta injustificada’.
As reivindicações incluem reestruturação de carreira, investimento em tecnologia e garantia de não penalização dos grevistas.
O Sindsprev-RJ propôs assinar o acordo de forma crítica, defendendo os interesses da categoria e garantindo que não haverá perseguições.