O governo está elaborando um plano de corte de gastos que promete impactar programas sociais como o Bolsa Família, Proagro, INSS e BPC. A expectativa é que, com apenas uma medida, a economia possa chegar a R$ 20 bilhões. Esse plano será apresentado ao presidente Lula após o segundo turno das eleições municipais.
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Após o segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá uma série de propostas de corte de gastos da equipe econômica. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o objetivo é garantir o cumprimento das metas fiscais para os próximos anos.
Os programas afetados incluem o Bolsa Família, Proagro, INSS e BPC. Embora os detalhes específicos das medidas não tenham sido divulgados, Tebet destacou que muitas ações dependerão da aprovação do Congresso Nacional.
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Uma das medidas, caso aprovada pelo Congresso, poderá resultar em uma economia anual de R$ 20 bilhões. No entanto, Tebet não entrou em detalhes sobre qual seria essa medida específica.
O plano de corte de gastos é crucial para alcançar as metas fiscais estabelecidas, que incluem déficit zero em 2024 e 2025 e superávit de 0,25% do PIB em 2026. O arcabouço fiscal, segundo a ministra, permanecerá inalterado.
As medidas de revisão de gastos serão enviadas ao Congresso em 2024. As propostas incluirão projetos de leis ordinárias e complementares, além de propostas de emenda à Constituição (PECs).
Mesmo com a possibilidade de economizar R$ 20 bilhões anualmente, a equipe econômica não trabalha com uma meta fixa de economia. Tebet enfatizou que as revisões de gastos não retirarão direitos adquiridos.
Em agosto, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento já haviam apresentado um plano para cortar R$ 26 bilhões do orçamento de 2025. Esse plano visa melhorar a gestão pública e reduzir fraudes.
A maior parte da economia virá do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com R$ 7,3 bilhões em cortes. Isso inclui um pente-fino no sistema Atestmed, economizando R$ 6,2 bilhões.
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O governo também se concentrará no BPC, cujas despesas cresceram significativamente. Com a atualização do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e a reavaliação de perícias, espera-se economizar R$ 6,4 bilhões em 2024.
Com essas medidas, o governo espera liberar recursos para despesas discricionárias, que não são obrigatórias, permitindo mais investimentos em áreas prioritárias como infraestrutura e desenvolvimento social.
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O plano será apresentado ao presidente Lula após o segundo turno das eleições municipais.
Programas como o Bolsa Família, Proagro, INSS e BPC poderão ser afetados.
O governo busca atingir déficit zero em 2024 e 2025 e um superávit de 0,25% do PIB em 2026.
A economia virá de cortes em programas sociais, principalmente do INSS, e da revisão de gastos públicos.
Não, segundo a ministra Simone Tebet, as revisões de gastos não retirarão direitos adquiridos.