O Brasil, com sua vasta extensão territorial, abriga uma diversidade de realidades sociais e a qualidade de vida varia de uma região para outra. O Índice de Progresso Social (IPS), desenvolvido pela organização Social Progress Imperative (SPI), é uma métrica que mede o bem-estar das populações com base em resultados sociais e ambientais, ao invés de focar em indicadores econômicos tradicionais.
O que você vai ler neste artigo:
Criado pelo professor Michael Porter, da Harvard Business School, o IPS surgiu há dez anos para avaliar o progresso a partir de dados sociais e ambientais, excluindo critérios econômicos. A metodologia foca nos resultados gerados, não no investimento realizado, o que ajuda na elaboração de políticas públicas.
Para a realização da edição 2024, 53 indicadores nacionais foram utilizados. Entre eles estão dados de fontes oficiais e de institutos de pesquisa, como DataSus, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Leia também: Detran alerta idosos: novas regras para renovação da CNH com EAR
Leia também: VOKAN Seguros marca presença na NBAA em Las Vegas
Conheça o ranking das vinte cidades que se destacam como as piores cidades para se viver no Brasil deste ano:
O IPS avalia os municípios por três grandes grupos:
Dentre esses grupos, o critério “Necessidades Humanas Básicas” teve a melhor pontuação média (73,58), enquanto “Oportunidades” apresentou o pior resultado geral (44,83). Os componentes mais críticos foram Direitos Individuais (35,96), Acesso à Educação Superior (43,88) e Inclusão Social (48,42).
Neste ano, o Brasil ficou na 67ª posição no ranking global do IPS, uma queda significativa em relação à 46ª posição do início do acompanhamento, em 2014. Esse retrocesso reflete o aumento das desigualdades sociais e econômicas gerais. As capitais, por outro lado, tendem a obter melhores pontuações.
O desempenho do Brasil no IPS é uma métrica importante para o país atingir as metas do Acordo de Paris e da Agenda 2030 da ONU. Como detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta e da Floresta Amazônica, o Brasil desempenha um papel fundamental no equilíbrio climático global. No entanto, o desmatamento e a crescente desigualdade ameaçam o progresso socioambiental do país.
Ainda assim, o IPS avalia o Brasil como uma referência em áreas sociais, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e os programas de transferência de renda, que auxiliam milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social.
A novidade é que o IPS será atualizado anualmente, o que permitirá acompanhar a evolução das métricas socioambientais no Brasil. Em 2024, o país atingiu uma média de 61,83 no IPS, com uma posição global de 67º entre 170 países.
Gostou do conteúdo? Inscreva-se em nossa newsletter para receber mais notícias como esta!
O IPS é calculado com base em 53 indicadores nacionais, focando em resultados sociais e ambientais, ao invés de critérios econômicos.
O IPS avalia municípios em três grupos: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.
As capitais tendem a ter melhores pontuações devido a melhores infraestruturas e maior acesso a serviços básicos e oportunidades.
O IPS fornece dados críticos para a elaboração de políticas públicas que visam melhorar o bem-estar social e ambiental.
Em 2024, o Brasil está na 67ª posição no ranking global do IPS, entre 170 países.