Desde 2020, muitos lojistas têm revisado suas estratégias de locação. Uma tendência crescente é a migração para as ruas e strip malls, também conhecidos como centros de conveniência. A principal razão? O alto custo de manter uma loja em shoppings, que pode consumir de 15% a 30% do faturamento, comparado a apenas 4% a 8% nas operações de rua.
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Os shoppings oferecem diversos benefícios, como tráfego consolidado de clientes, estacionamento, acessibilidade, variedade de opções de entretenimento e lazer, conforto com ar-condicionado e ambientes cobertos. No entanto, esses benefícios têm um preço elevado.
Além do aluguel, os lojistas em shoppings enfrentam despesas com condomínio e taxas de publicidade, que podem impactar significativamente a receita. ‘As despesas dos shoppings, como energia e segurança, aumentaram, dificultando ainda mais as negociações com os lojistas’, afirma Áurea Ribeiro, professora de Estratégia e Marketing da Fundação Dom Cabral.
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As lojas de rua oferecem diversas vantagens. Entre elas, a possibilidade de criar uma identidade visual exclusiva e personalizada, além de horários de funcionamento mais flexíveis. ‘São várias questões que podem impactar a margem de lucro e limitar a flexibilidade das operações e a personalização do negócio, além de aumentar a dependência em relação à administração e a concorrência com lojistas no mesmo espaço’, diz Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt, consultoria para franquias e redes de negócios.
Outra vantagem é a conexão com a comunidade local, o que pode aumentar as chances de fidelização da clientela. ‘Para escolher o melhor ponto, deve-se ponderar um conjunto de fatores que vão desde o perfil do consumidor local, conectado ao produto ou serviço a ser fornecido, até a avaliação da concorrência e a confirmação se há visibilidade e fluxo de pessoas’, afirma Ana Carolina Damasio, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ).
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Hoje em dia, a jornada de compra online muitas vezes passa por uma unidade física próxima de onde o consumidor mora ou trabalha. ‘A loja na rua pode ser entendida como um espaço de experiências’, observa Fabiana Estrela, coordenadora da Comissão de Expansão e Pontos Comerciais da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Para ter sucesso, é crucial desenvolver um bom planejamento para adequar o negócio ao que o cliente deseja encontrar. Foi o que fizeram seis empreendedoras que você vai conhecer nas próximas páginas.
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As vantagens incluem custos operacionais mais baixos, flexibilidade de horário, personalização do espaço e uma conexão mais direta com a comunidade local.
Os lojistas estão migrando dos shoppings devido aos altos custos operacionais, como aluguel, taxas de condomínio e publicidade, que podem consumir uma parte significativa do faturamento.
Para escolher o melhor ponto, é importante avaliar o perfil do consumidor local, a visibilidade e o fluxo de pessoas, além de analisar a concorrência na área.
A integração online é crucial, pois muitos consumidores iniciam sua jornada de compra online e finalizam em lojas físicas. A presença digital pode atrair mais clientes para o estabelecimento físico.
Os desafios incluem a necessidade de um bom planejamento, a adaptação às preferências do cliente e a concorrência com outros estabelecimentos na mesma área.