O governo está considerando a distribuição de R$ 15,12 bilhões do lucro do FGTS aos trabalhadores em 2023. Este valor representa 90% do lucro total do Fundo, que atingiu um recorde de R$ 16,8 bilhões. A proposta visa beneficiar os cotistas com um ganho de três pontos percentuais acima da inflação (IPCA), que fechou 2022 em 4,62%.
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De acordo com o Ministério do Trabalho, os 10% restantes do lucro serão destinados à formação de uma reserva para assegurar aos trabalhadores, no mínimo, uma remuneração igual à inflação, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A Caixa Econômica Federal, que gerencia o FGTS, será responsável por creditar os valores nas contas dos trabalhadores de forma proporcional ao saldo existente em 31 de dezembro de 2023. Esse valor se somará ao saldo atual e poderá ser retirado em casos específicos, como demissão sem justa causa, compra de casa própria e aposentadoria.
Segundo a legislação do FGTS, as contas são corrigidas por 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). Nos últimos sete anos, o governo tem distribuído parte do lucro anual do FGTS aos cotistas como forma de melhorar a remuneração dos trabalhadores.
Em 2022, o lucro total do FGTS chegou a R$ 23,4 bilhões, incluindo R$ 6,5 bilhões obtidos com a revisão de investimentos do Fundo no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Em junho, o STF decidiu que as contas do FGTS não podem ser corrigidas apenas pela TR, uma taxa que tem valor próximo de zero. As contas devem garantir correção real conforme o IPCA.
A decisão do STF foi descrita pela Caixa como excepcional e de efeito contábil. Um relatório de auditoria das contas do Fundo pela Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou não distribuir resultados ainda não auferidos. O ganho extra também será destinado à formação de reserva.
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O valor exato a ser repartido entre os cotistas será aprovado pelo Conselho Curador do FGTS em 6 de agosto. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, ainda negociará com as centrais sindicais, que defendem uma fatia maior do lucro para os trabalhadores.
Se aprovado, esta distribuição de lucros representará um alívio financeiro significativo para muitos trabalhadores, garantindo um rendimento superior à inflação e aumentando o poder de compra dos beneficiários do FGTS.
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Todos os trabalhadores que possuem contas ativas ou inativas do FGTS têm direito à distribuição de lucros, proporcionalmente ao saldo existente em 31 de dezembro do ano anterior.
O valor é calculado com base no saldo existente nas contas do FGTS em 31 de dezembro do ano anterior. A distribuição é proporcional a esse saldo.
A distribuição de lucros do FGTS em 2023 será aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em 6 de agosto e creditada nas contas dos trabalhadores posteriormente.
A Taxa Referencial (TR) é uma taxa de juros de referência que, junto com uma correção de 3% ao ano, é usada para corrigir os saldos das contas do FGTS. No entanto, devido a decisões judiciais, a correção deve garantir um rendimento real acima da inflação.
O saldo do FGTS pode ser sacado em casos específicos, como demissão sem justa causa, compra de casa própria, aposentadoria, doenças graves e outras situações previstas em lei.