Começar a poupar pensando na aposentadoria não é tarefa fácil. Essa tarefa demanda abrir mão da recompensa imediata de gastar hoje para pensar no seu ‘eu do futuro’, um benefício que você só terá daqui a muitos anos. No entanto, pensar no seu bem-estar na aposentadoria é importante, e o quanto antes você começar, melhor.
Entre as muitas dúvidas que rondam a previdência privada, uma das principais é saber o quanto se precisa economizar hoje. Para responder a essa pergunta, Paula Sauer, economista, planejadora financeira CFP e coordenadora do Laboratório Inteligência Financeira ESPM, calculou o quanto é necessário investir por mês para se aposentar com diferentes rendas. Confira!
A simulação foi feita considerando uma pessoa começando aos 30 anos, com o objetivo de se aposentar aos 65. Isso quer dizer que alguém com perfil de risco moderado precisa investir R$ 995,92 por mês para se aposentar com uma renda vitalícia mensal de R$ 5 mil. Se essa mesma pessoa quiser uma renda de R$ 10 mil, precisa investir R$ 1.997,39, e se quiser renda de R$ 15 mil, terá de aportar R$ 2.998,87 por mês.
Repare que o perfil do investimento escolhido e a rentabilidade esperada no plano de previdência influenciam muito o resultado. Isso não quer dizer, entretanto, que se deve buscar sempre a rentabilidade mais alta, se isso não se enquadrar no seu perfil de investidor.
A planejadora Paula Sauer lembra que a conversão do saldo acumulado em renda vitalícia na aposentadoria não é obrigatória. Segundo ela, é preciso analisar com cuidado se essa é a melhor opção para o beneficiário.
‘No PGBL, na hora que você se transforma em beneficiário, vai pagar todo o imposto que postergou no período de acumulação de uma vez só. As pessoas normalmente se assustam, só que é o imposto que você deixou de pagar por 35 anos de contribuição e o seu dinheiro foi rendendo em cima do dinheiro bruto’, diz ela. ‘E aí, as pessoas preferem transformar em benefício porque não sentem isso de uma maneira tão pesada’.
Por outro lado, ‘a partir do momento que você virou beneficiário, se você falecer, o recurso não é revertido para os seus dependentes ou para os seus herdeiros obrigatórios. Ele fica para a seguradora’, explica Sauer.
Segundo ela, uma opção a isso é sacar todo o valor e administrá-lo você mesmo. Outra possibilidade é, em vez de contratar uma renda vitalícia, escolher a renda por tempo determinado. Todas as opções, no entanto, têm riscos.
‘Se eu coloco um benefício determinado, por um prazo de 30 anos, por exemplo, corro o risco de passar os 30 anos e eu continuar vivo. Agora, se eu escolho receber o dinheiro numa bolada só, o risco é eu não saber administrar o dinheiro’, diz Paula Sauer.
Para ela, a questão comportamental nessa hora é importante para fazer a escolha. Avaliar seu próprio perfil e capacidade de gestão financeira é crucial para decidir entre renda vitalícia, renda por tempo determinado ou saque único.
Em resumo, o planejamento financeiro para a aposentadoria deve ser feito com cuidado, levando em conta tanto os números quanto os aspectos pessoais e comportamentais. Começar a investir cedo, escolher um perfil de risco adequado e entender as opções de renda são passos fundamentais para garantir uma aposentadoria tranquila.
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Começar a investir cedo permite que você aproveite o poder dos juros compostos e acumule um montante maior ao longo do tempo, facilitando a conquista de uma renda confortável na aposentadoria.
As opções incluem renda vitalícia, renda por tempo determinado e saque único do valor acumulado. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens, dependendo do perfil e das necessidades do investidor.
Um perfil de risco moderado é aquele que busca um equilíbrio entre segurança e rentabilidade, aceitando algum nível de risco para obter retornos melhores do que investimentos muito conservadores.
A questão comportamental é crucial porque envolve a capacidade de cada indivíduo de gerenciar suas finanças, tomar decisões racionais e resistir à tentação de gastar impulsivamente.
A rentabilidade esperada influencia diretamente o valor necessário a ser investido. Quanto maior a rentabilidade, menor será o valor mensal necessário para atingir o montante desejado na aposentadoria.