A reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (10) traz mudanças significativas para empresas optantes pelo Simples Nacional e Microempreendedores Individuais (MEIs). O novo texto permite que esses contribuintes, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, escolham entre continuar no regime atual ou apurar e recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Essa possibilidade permite que os contribuintes participem do novo modelo tributário. Dessa forma, os impostos pagos em etapas anteriores da produção serão descontados, evitando o ‘efeito cascata’ (imposto sobre imposto). No entanto, é preciso avaliar cada caso.
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A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a Frente Parlamentar de Comércio, Serviços e Empreendedorismo, e diversas outras entidades do setor publicaram um manifesto destacando preocupações.
De acordo com o presidente da CNDL, José César da Costa, ‘na prática, a redação coloca o pequeno empresário entre a cruz e a espada’. Ele explica que as empresas terão de escolher entre continuar no Simples, repassando um crédito menor e perdendo competitividade, ou adotar o novo regime, arcando com custos adicionais e maior complexidade tributária.
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Hoje, mais de 92% dos empreendimentos no Brasil estão no Simples Nacional, representando 20 milhões de micro e pequenas empresas e 70% dos empregos do país.
Os impactos da reforma tributária para o Simples Nacional serão discutidos no Congresso Online Brasileiro de Contabilidade (CONBCON), que ocorrerá entre 16 e 20 de setembro de forma online e gratuita. O evento abordará as principais mudanças na legislação, além de oportunidades de negócios para crescer no mercado.
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A principal mudança é a possibilidade de escolher entre o regime atual do Simples Nacional ou um novo modelo de apuração de impostos que inclui a CBS e o IBS.
A reforma impacta empresas optantes pelo Simples Nacional e Microempreendedores Individuais (MEIs) com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
O efeito cascata ocorre quando um imposto é cobrado sobre outro imposto, aumentando o custo final do produto ou serviço. A reforma busca evitar isso.
Entidades como a CNDL estão preocupadas com a perda de competitividade das pequenas empresas e o aumento da complexidade tributária.
Os impactos serão discutidos no Congresso Online Brasileiro de Contabilidade (CONBCON), que ocorrerá de 16 a 20 de setembro.