O Bradesco BBI reiniciou a cobertura e revisou suas estimativas para o setor de proteínas, destacando que, em busca de um porto seguro, JBS (JBSS3) é a sua preferência. ‘Estamos revisando a cobertura do setor de proteínas. Em um setor historicamente pró-cíclico, favorecemos ações que combinem sólida dinâmica de lucros, valuations atraentes e balanços sólidos’, avalia o banco.
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No caso da JBS, que é o destaque, o banco tem um aumento de 10% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) esperado pelo consenso para 2024. Mesmo considerando margens de aves mais fracas em 2025 e um câmbio (real) mais forte, as ações são negociadas com um desconto injustificado de 7% em relação ao EV (valor da empresa) sobre o Ebitda médio do setor em 2025, além de um desconto de 39% no múltiplo P/L esperado para 2025.
A recomendação do BBI para JBSS3 é outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e o preço-alvo para o final de 2025 foi elevado de R$ 35 para R$ 43,00 por ação, o que implica um potencial de valorização de 38%.
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Já com relação à BRF (BRFS3), o BBI ressalta que o recente desempenho positivo da dona da Sadia e Perdigão destaca o ciclo favorável para o setor avícola e um impressionante processo de recuperação. ‘Estamos 11% acima da estimativa de consenso para o Ebitda de 2024, o que indica que a dinâmica dos lucros está claramente a favor da empresa. No entanto, à medida que os ventos favoráveis do ciclo eventualmente diminuírem, a falta de visibilidade sobre onde as margens de longo prazo se estabilizarão nos impede de adotar uma visão mais otimista sobre as ações após um desempenho de mais de 143% nos últimos 12 meses’, avalia o BBI.
Portanto, a recomendação para BRFS3 agora é neutra, e o preço-alvo para o final de 2025 é de R$ 22,00 por ação.
Quanto à Marfrig (MRFG3), ela se beneficiou do desempenho mais forte da BRF, uma vez que detém 50,49% da companhia. No entanto, o banco acredita que as margens da carne bovina nos EUA continuarão sob pressão, resultando em múltiplos mais elevados pelo menos até 2026. Portanto, a recomendação para a Marfrig segue neutra, com um novo preço-alvo para R$ 15,00 (ante R$ 18,00) por ação para o final de 2025.
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Enquanto isso, a tese de Minerva (BEEF3) está relacionada ao processo de integração após a aquisição dos ativos da Marfrig na América Latina. ‘Embora o upside possa ser relevante, a visibilidade sobre o ritmo de desalavancagem permanece bastante baixo’, apontam os analistas.
A recomendação para a Minerva também segue neutra, com um novo preço-alvo caindo pela metade, de R$ 16,00 para R$ 8,00 por ação para o final de 2025.
O setor de proteínas está cheio de nuances e incertezas, mas o Bradesco BBI fornece uma visão clara sobre onde os investidores podem encontrar oportunidades e onde devem ter cautela. A JBS se destaca como a escolha preferida, enquanto BRF, Marfrig e Minerva exigem uma abordagem mais cautelosa.
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A recomendação do Bradesco BBI para a JBS é ‘outperform’, com um preço-alvo de R$ 43,00 por ação para o final de 2025.
O Bradesco BBI recomenda cautela com a BRF devido à falta de visibilidade sobre onde as margens de longo prazo se estabilizarão, apesar do recente desempenho positivo.
A Marfrig enfrenta pressão nas margens da carne bovina nos EUA, resultando em múltiplos mais elevados pelo menos até 2026. A recomendação é neutra, com um preço-alvo de R$ 15,00 por ação para o final de 2025.
A Minerva está focada no processo de integração após a aquisição de ativos da Marfrig na América Latina. A recomendação é neutra, com um preço-alvo de R$ 8,00 por ação para o final de 2025.
A JBS é a ação preferida do Bradesco BBI no setor de proteínas, com uma recomendação ‘outperform’ e um preço-alvo de R$ 43,00 por ação para o final de 2025.