O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (5) em Diadema (SP) que não é preocupação do governo destinar recursos públicos para produzir superávit primário. A fala foi feita em tom de crítica ao mercado financeiro. Lula defendeu que o estado precisa ‘cuidar das pessoas’.
‘Lamentavelmente, sei que tem muita gente que gostaria que o dinheiro público fosse todo canalizado para o superávit primário (…), mas não é essa a minha preocupação. Eu fui eleito pra cuidar do povo necessitado desse país, embora a gente tenha que governar para todo mundo’, disse Lula em discurso durante agenda oficial nesta tarde em Diadema, na Grande São Paulo.
Lula voltou a defender gastos na educação. ‘Tem um tipo de gente no Brasil que não precisa do Estado. Que ganha bem, está com filho numa escola boa, dá um bom padrão de vida para os filhos. Isso é invejável. Na periferia desse país, muitas vezes as crianças são filhos de pais analfabetos, que não conseguem orientar, ajudar na tarefa. Essas crianças sempre estarão mais retardadas que as outras no aprendizado’, afirmou Lula.
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O presidente tem feito críticas reiteradas ao mercado, diante de cobranças para cortes de gastos. Mais cedo, o petista disse que tem responsabilidade fiscal e que a economia não iria ‘quebrar’ no seu governo.
‘Não adianta tentar criar caso comigo, falar em responsabilidade fiscal. Se tem uma coisa que aprendi com a dona Lindu [sua mãe], é a responsabilidade fiscal’, defendeu.
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta semana corte de despesas de R$ 25,9 bilhões. A medida veio após altas sucessivas do dólar diante das negativas públicas do presidente em reduzir gastos e dos ataques dele ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e à autonomia da instituição.
Após o anúncio, a moeda americana recuou e fechou ontem (4) cotada a R$ 5,49.
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Lula visitou nesta sexta obras em Diadema. A cidade da região metropolitana de São Paulo vai receber seu primeiro Centro Educacional Unificado (CEU). O equipamento reúne ações de educação, cultura e lazer e recebeu R$ 90 milhões em recursos do governo federal – 90% do valor total da obra.
Ele estava acompanhado dos ministros Camilo Santana (Educação), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e do prefeito de Diadema, José Filippi Júnior.
Em resumo, a posição de Lula demonstra uma clara prioridade em investir no bem-estar social, especialmente na educação, em vez de focar exclusivamente em metas fiscais. Se você gostou deste conteúdo, inscreva-se em nossa newsletter para receber mais notícias como esta diretamente em seu e-mail.
Lula afirmou que não é preocupação do governo destinar recursos públicos para produzir superávit primário, defendendo que o estado precisa ‘cuidar das pessoas’.
Lula criticou o mercado financeiro por suas cobranças para cortes de gastos, reiterando que tem responsabilidade fiscal e que a economia não irá ‘quebrar’ no seu governo.
Fernando Haddad anunciou um corte de despesas de R$ 25,9 bilhões, o que resultou na queda da cotação do dólar após o anúncio.
Lula defendeu os gastos na educação, destacando que muitas crianças na periferia não têm o mesmo acesso e oportunidades que outras, e por isso precisam do apoio do estado.
O CEU em Diadema é um equipamento que reúne ações de educação, cultura e lazer, com um investimento de R$ 90 milhões do governo federal, representando 90% do valor total da obra.