Sete em cada dez superendividados brasileiros têm renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. E, em sua maioria, eles são trabalhadores autônomos, servidores públicos, aposentados e pensionistas. Os dados são de uma pesquisa feita pela Associação Nacional de Assistência aos Superendividados (Anas).
Segundo a Lei do Superendividamento (14.181/2021), o cidadão é considerado superendividado quando compromete mais do que 35% da renda mensal com o pagamento de empréstimos e dívidas de consumo. Além disso, um sinal de alerta é quando os gastos com cartão de crédito estão acima de 5%.
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De acordo com o Banco Central (BC), há ainda outros sinais que podem indicar o quadro:
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A Anas ouviu, no mês passado, 2.396 pessoas de todo o país e constatou que brasileiros com renda de até 5% lideram o ranking, mas pessoas com renda mais elevada também se destacam. Cerca de 17% dos superendividados ganhavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, e 13,69% tinham renda superior à R$ 10 mil mensais.
Segundo o levantamento, o cartão de crédito é o principal vilão, aparecendo como causa de endividamento de 63,6% dos ouvidos. Já entre os empréstimos, o crédito pessoal se destaca (59,74%), seguido pelo consignado (32,39%).
Na análise da Anas, o superendividamento é um fenômeno que resulta de uma combinação de fatores e desencadeado por eventos inesperados como a perda de emprego, problemas de saúde, atrasos salariais, divórcios e até a perda de entes queridos.
‘Adicionalmente, uma parcela considerável do superendividamento também está relacionada a um comportamento imprudente na gestão do orçamento doméstico ou na falta de avaliação da capacidade financeira. Um segmento particularmente vulnerável a essa situação são os servidores públicos e aposentados e pensionistas pelo INSS. Por serem considerados financeiramente estáveis, devido à regularidade de seus salários e benefícios, eles se tornam alvos preferenciais das instituições financeiras’, diz a entidade.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) elaborou um teste rápido para verificar se alguém está na condição de superendividado. Basta responder sim ou não para as seguintes perguntas:
Quem responde ‘sim’ para a maioria das questões pode já ter entrado para a lista dos superendividados.
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Elimine por completo o desperdício. Em situações de superendividamento, também é prudente cortar despesas não essenciais. Aproveite o 13º salário para quitar dívidas. Troque suas dívidas por outras mais vantajosas, ou seja, com juros menores.
Em geral, as dívidas do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito têm juros mais elevados, e vale a pena recorrer a algum empréstimo de juros mais baixos para quitá-las. Adquira o hábito de comprar à vista. Se preciso, guarde o cartão de crédito em casa para não utilizá-lo.
Se tiver um carro, e ele não for instrumento de trabalho ou essencial para sua vida, não hesite em vendê-lo. Utilize o dinheiro para pagar suas dívidas. De quebra, você ainda estará reduzindo suas despesas mensais.
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Uma pessoa é considerada superendividada quando compromete mais de 35% de sua renda mensal com dívidas e empréstimos, e enfrenta dificuldades para pagar contas essenciais.
Os principais sinais incluem ter renda abaixo da linha da pobreza após pagar dívidas, inadimplência, e possuir múltiplos financiamentos.
Trabalhadores autônomos, servidores públicos, aposentados e pensionistas são os mais afetados pelo superendividamento no Brasil.
As principais causas incluem o uso excessivo de cartão de crédito, crédito pessoal e consignado, além de eventos inesperados como perda de emprego, problemas de saúde e divórcios.
Para sair do superendividamento, elimine desperdícios, corte despesas não essenciais, use o 13º salário para quitar dívidas, troque dívidas com juros altos por outras com juros menores e considere vender bens não essenciais.