Stella Calazans, 37, enfrenta uma batalha judicial para garantir o direito de receber a pensão destinada a filhas de militares falecidos, solteiras e acima de 21 anos. Embora a lei preveja esse auxílio, ele ainda não foi repassado para Stella por um motivo: ela é uma mulher trans.
O caso está no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda julgamento. Stella cresceu em Granja Guarany, um bairro da periferia de Teresópolis, no Rio de Janeiro. Seu pai, suboficial das Marinhas de Guerra e Mercante, faleceu em 1998, após um infarto, quando ela tinha apenas 11 anos. Mesmo já se identificando com o gênero feminino na época, Stella só se assumiu como mulher trans aos 18 anos, quando completou a maioridade.
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Após se assumir trans, os documentos de Stella continuaram com o nome masculino por quase uma década. Por ser considerada homem perante a lei, ela recebeu pensão das Forças Armadas junto da mãe e do irmão até completar 21 anos.
Inspirada pela luta de sua mãe em busca de direitos, Stella decidiu em 2021 que tentaria ser incluída entre as mulheres que recebem a pensão deixada pelo pai. Ela então buscou a Defensoria Pública e entrou com processo na Justiça Federal.
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Stella venceu em primeira instância, mas perdeu na segunda devido à questão do gênero. Agora, o caso tramita no STF e ainda não tem previsão para ser concluído.
Em abril deste ano, os ministros do STF decidiram que a decisão do caso de Stella terá repercussão geral. Isso significa que a decisão vai nortear outros pedidos de pensão feitos por filhas transexuais de militares.
Após pesquisar e encontrar dois exemplos de casos parecidos em outras partes do país, Stella decidiu procurar a Marinha para requerer a pensão. Ela então buscou a Defensoria Pública e entrou com processo na Justiça Federal novamente. Ela venceu em primeira instância, mas perdeu na segunda devido à questão do gênero.
Stella contratou uma advogada trans especializada em Forças Armadas para auxiliá-la no processo, que tramita há cerca de três anos. Em abril deste ano, os ministros decidiram que a decisão do caso de Stella terá repercussão geral, o que significa que a decisão vai nortear outros pedidos de pensão feitos por filhas transexuais de militares.
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‘Uma questão que é importante explicar é que eu requerer o meu direito à pensão não é uma coisa que vai implicar nos gastos da Marinha, porque o valor da pensão é fixo e dividido entre as outras filhas do meu pai, a ex-mulher e minha mãe. A minha maior luta é pelo meu direito em si de mulher trans, e para que outras mulheres como eu não passem por tudo isso’, diz Stella.
O caso de Stella Calazans é emblemático e poderá estabelecer um importante precedente para outras pessoas trans que enfrentam situações similares. A decisão do STF é aguardada com grande expectativa, não apenas por Stella, mas por toda a comunidade LGBTQIA+.
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Stella Calazans é uma mulher trans de 37 anos que está lutando na justiça para receber a pensão destinada a filhas de militares falecidos.
Stella Calazans se assumiu como mulher trans aos 18 anos e, após anos de luta, entrou com um processo na Justiça Federal em 2021 para receber a pensão militar de seu pai falecido. O caso agora está no STF.
A decisão do STF terá repercussão geral, ou seja, servirá como precedente para outros casos de pedidos de pensão por filhas transexuais de militares.
Stella venceu em primeira instância, mas perdeu na segunda devido à questão do gênero. O caso agora tramita no STF.
Stella contratou uma advogada trans especializada em Forças Armadas para auxiliá-la no processo, que tramita há cerca de três anos.