A plenarária nacional da Fenasps aprovou no último domingo, em Brasília, o indicativo de greve dos servidores do INSS a partir de 16 de julho. A decisão veio após a rejeição da proposta do governo, apresentada na mesa setorial temporária do seguro social.
O encontro contou com a participação de delegados de todo o país, que avaliaram a proposta do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) como uma afronta aos servidores. A pauta incluiu também a construção de uma greve nacional na seguridade social, abrangendo saúde, trabalho, previdência e vigilância.
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Os servidores do INSS e da seguridade social estão descontentes com a proposta apresentada pelo governo em 29 de maio. Segundo os participantes da plenária, a oferta não atende às demandas da categoria, que reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
Desde 2022, os servidores têm buscado um diálogo com o governo para tratar de questões pendentes, incluindo a redução do tempo de espera nas filas de atendimento, que passou de 200 dias para 32 dias. A dedicação dos trabalhadores, segundo eles, não foi devidamente reconhecida pelo governo.
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Além do indicativo de greve, a plenária aprovou a realização de um Dia Nacional de Luta em 3 de julho, coincidindo com uma nova rodada de negociações na mesa setorial do INSS. Nesse dia, os servidores deverão desligar os computadores e participar de protestos em Brasília e nos estados.
A mobilização não se limita ao INSS. Os profissionais de saúde do Rio de Janeiro, em greve desde 15 de maio contra a privatização dos hospitais da rede federal, também terão um papel ativo. Eles reivindicaram e conseguiram que a Fenasps interceda nas negociações da greve com o governo.
Sydney Castro e Christiane Gerardo, diretores do Sindsprev/RJ, consideram crucial a rejeição da proposta do governo e a aprovação do calendário de greve. Segundo eles, os estados realizaram assembleias e decidiram não assinar o acordo devido ao baixo valor oferecido.
Em solidariedade aos servidores do INSS, os profissionais de saúde federal do Rio de Janeiro farão uma passeata no dia 3 de julho, partindo do Hospital de Ipanema até a residência do secretário municipal de saúde, Daniel Soranz. O evento incluirá a tradicional Feijoada da Resistência e um enterro simbólico do processo de privatização da rede.
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Os profissionais de saúde federal participarão de um curso de formação no auditório do Sindsprev/RJ na próxima quinta-feira, visando fortalecer a mobilização e preparar a categoria para a greve. A expectativa é que a adesão ao movimento cresça nos próximos dias, aumentando a pressão sobre o governo.
A greve, se confirmada, poderá afetar significativamente os serviços prestados pelo INSS e pela seguridade social em todo o país. Os servidores esperam que a paralisação chame a atenção do governo para a necessidade de melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população.
Com a proximidade da data, a tensão entre governo e servidores aumenta, e a expectativa é de que novas negociações ocorram antes do dia 16 de julho. Até lá, os servidores permanecem mobilizados e preparados para intensificar suas ações.
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Os servidores do INSS decidiram entrar em greve devido à insatisfação com a proposta do governo, que não atende às suas demandas por melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
Os servidores do INSS reivindicam recomposição das perdas salariais, reestruturação das carreiras, cumprimento de acordos de greves anteriores, reconhecimento da carreira do Seguro Social como típica de Estado, entre outros pontos.
A Fenasps é a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, responsável por representar os interesses dos servidores dessas áreas.
A greve dos servidores do INSS está prevista para começar em 16 de julho, conforme aprovado na plenária nacional da Fenasps.
A greve do INSS pode afetar significativamente os serviços prestados pela seguridade social, como saúde, trabalho, previdência e vigilância, impactando o atendimento à população.