O risco cibernético ainda permanece um desafio significativo para as seguradoras, que lutam para definir e cobrir adequadamente os riscos associados a ataques cibernéticos. Em uma recente audiência convocada pelo Subcomitê de Segurança Cibernética e Proteção de Infraestrutura, representantes de seguradoras e corporações se reuniram para discutir as vulnerabilidades da infraestrutura crítica do país e o papel do seguro cibernético nos esforços de planejamento, resposta e recuperação.
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Durante a audiência, as seguradoras destacaram a necessidade de flexibilidade para determinar o que será coberto nas apólices cibernéticas. Kimberly Denbow, vice-presidente de segurança e operações da American Gas Association, mencionou que o número de seguradoras dispostas a subscrever apólices de seguro cibernético é limitado. Ela afirmou: ‘A escala e o custo imprevisíveis de um ataque bem-sucedido a operações críticas limitaram o âmbito da cobertura. Os dados atuariais no setor continuam escassos e podem ser ineficazes como preditores, dadas as rápidas mudanças nas ameaças cibernéticas’.
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Os representantes das seguradoras admitiram que ainda estão tentando compreender os riscos associados aos ataques cibernéticos. Brian Boetig, diretor-gerente da FTI Consulting, destacou que os segurados às vezes interpretam mal suas obrigações, o que leva a divergências sobre a cobertura após um ataque. Isso evidencia a complexidade e a necessidade de clareza nas apólices cibernéticas.
Kimberly Denbow também alertou sobre os riscos potenciais aumentados devido às regulamentações que exigem que os operadores disponibilizem publicamente informações detalhadas sobre as operações dos gasodutos. Ela ressaltou que isso poderia ser aproveitado por adversários para interromper estrategicamente os sistemas de gás natural.
Jack Kudale, executivo-chefe da seguradora Cowbell Cyber, afirmou que o risco cibernético ainda é um risco emergente e, como tal, requer um certo grau de flexibilidade na subscrição para atender adequadamente às necessidades dos segurados. Ele comentou: ‘Nos últimos 10 anos, a terminologia em cobertura tem evoluído, e ainda não chegamos lá. Colocar limitações e padronização pode prejudicar nossa agilidade’.
A evolução das ameaças cibernéticas significa que as seguradoras devem ter a flexibilidade para personalizar suas apólices de acordo com as necessidades específicas dos segurados. A capacidade de adaptar a cobertura é essencial para lidar com a natureza dinâmica e imprevisível dos ataques cibernéticos.
A falta de dados atuariais precisos é um obstáculo significativo para as seguradoras. Sem dados confiáveis, é difícil prever e precificar adequadamente os riscos cibernéticos. Isso reforça a necessidade de uma coleta e análise de dados mais robusta para melhorar a eficácia das apólices cibernéticas.
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O risco cibernético continua sendo uma área complexa e em evolução para as seguradoras. A necessidade de flexibilidade, personalização e dados atuariais precisos são fundamentais para enfrentar os desafios associados a esse tipo de risco. Se você gostou deste conteúdo e deseja receber mais atualizações sobre segurança cibernética e seguros, inscreva-se em nossa newsletter!
O risco cibernético é um desafio para as seguradoras devido à sua natureza dinâmica e imprevisível, bem como à falta de dados atuariais precisos para prever e precificar adequadamente os riscos.
As seguradoras estão buscando maior flexibilidade nas apólices cibernéticas para melhor atender às necessidades dos segurados, permitindo a personalização da cobertura de acordo com as especificidades de cada caso.
As regulamentações podem aumentar os riscos ao exigir que operadores disponibilizem publicamente informações detalhadas sobre suas operações, o que pode ser explorado por adversários para interromper sistemas críticos.
Os dados atuariais são cruciais para prever e precificar adequadamente os riscos cibernéticos. A falta de dados confiáveis dificulta a criação de apólices eficazes e precisas.
A personalização das apólices de seguro cibernético envolve adaptar a cobertura de acordo com as necessidades específicas dos segurados, permitindo uma resposta mais eficaz às ameaças cibernéticas dinâmicas.