A Vamos tem as condições necessárias para consolidar o mercado no longo prazo, segundo o BB Investimentos. Em uma bolsa que enfrenta dificuldades neste ano, até boas empresas estão sofrendo. Esse parece ser o caso da Vamos (VAMO3), empresa controlada pelo grupo JSL, que acumula uma queda de 20% no ano. O BB Investimentos iniciou a cobertura do papel com preço-alvo de R$ 15,90 até dezembro de 2025, o que abre um potencial de valorização de 110%.
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Segundo o analista Luan Calimério, a empresa tem espaço para crescer à medida que o setor de aluguel de veículos pesados se desenvolve e ganha penetração. “Hoje, esse mercado é incipiente, com aproximadamente 44 mil veículos alugados, frente a uma frota total estimada de 3,9 milhões de veículos pesados no Brasil, o que configura uma penetração de menos de 2%”, explica Calimério.
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Para Calimério, a Vamos tem as condições necessárias para consolidar o mercado no longo prazo. O analista projeta um aumento de frota para 46 mil, 56 mil e 63 mil caminhões em 2025, 2026 e 2027, respectivamente. Isso geraria uma reprecificação de 8% nas taxas de aluguel e um yield (retorno) médio de 2%. A empresa deve alcançar, em 2025, uma receita líquida de R$ 9 bilhões e um Ebitda de R$ 4,2 bilhões, com margem Ebitda de 47%.
Para financiar seu crescimento, o BB Investimentos estima uma elevação do patamar de alavancagem da companhia para 3,8x Dívida Líquida sobre o Ebitda em 2026 e 3,6x em 2027, sendo este seu pico (próximo ao limite de 4,0x para fins de covenants) e posterior redução gradual.
Por ser líder absoluto do setor, com um market share próximo de 80% e uma frota de caminhões de aproximadamente 36 mil, a Vamos consegue negociar preços favoráveis. “Os serviços prestados pela Vamos geralmente envolvem ativos caros para seus clientes, o que cria uma relação comercial mais forte para o lado da companhia e um poder de barganha maior em suas negociações, tanto para início quanto para renovação dos contratos”, destaca o BB.
Além disso, a Vamos também consegue descontos com seus fornecedores, já que é o maior comprador de caminhões do Brasil. “Tal condição é fundamental para a tese de investimentos, em nossa opinião. Entre 2019 e março de 2023, a companhia adquiriu aproximadamente 42 mil caminhões, máquinas e equipamentos”, acrescenta.
A vantagem da Vamos se estende também em eventuais aquisições de frota de seus próprios clientes e/ou concorrentes. Isso fortalece ainda mais a sua posição no mercado.
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No entanto, apesar da visão construtiva para a companhia no longo prazo, o BB Investimentos alerta que todo investimento envolve riscos. Para a Vamos, esses riscos incluem alta dependência de fatores como condições de crédito, preços de veículos seminovos e aumento da concorrência, entre outros, que podem impactar os fluxos de caixa da empresa e, consequentemente, o preço de suas ações.
Em resumo, a Vamos (VAMO3) apresenta um cenário promissor para investidores, com um potencial de valorização significativo. No entanto, é essencial estar atento aos riscos envolvidos. Se você gostou deste conteúdo e quer ficar por dentro de mais análises e oportunidades de investimento, inscreva-se em nossa newsletter!
A Vamos é uma empresa controlada pelo grupo JSL e líder no setor de aluguel de veículos pesados no Brasil.
Segundo BB Investimentos, a ação da Vamos (VAMO3) tem um potencial de valorização de 110% até dezembro de 2025, com um preço-alvo de R$ 15,90.
Os principais fatores de crescimento incluem a expansão do setor de aluguel de veículos pesados, aumento de frota e poder de barganha devido à sua liderança de mercado.
Os riscos incluem alta dependência de condições de crédito, preços de veículos seminovos e aumento da concorrência, que podem impactar os fluxos de caixa da empresa.
A Vamos financia seu crescimento elevando seu patamar de alavancagem, estimado em 3,8x Dívida Líquida sobre o Ebitda em 2026 e 3,6x em 2027, com posterior redução gradual.