Na recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada nesta quarta-feira, uma pesquisa realizada pela XP com 33 gestores de multimercados com mandatos macro revelou que 94% deles acreditam que a taxa Selic será mantida em 10,50% ao ano. Além disso, esses gestores não preveem cortes na taxa para 2024, indicando uma mudança significativa nas estratégias de investimento.
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A decisão de manter a Selic estável pode ser atribuída ao aumento nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os anos de 2025 e 2026, juntamente com uma piora percebida no risco fiscal e instabilidades políticas em Brasília. A última edição do Boletim Focus, divulgada esta semana, apontou um aumento na projeção do IPCA de 2023 de 3,90% para 3,96%, e um leve aumento para 2025 de 3,78% para 3,80%, enquanto a projeção para 2026 se manteve em 3,60%, mas com um aumento notável em relação aos 3,50% projetados anteriormente.
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Em junho, observou-se uma redução significativa nas posições aplicadas em juros no Brasil, refletindo uma menor confiança na redução da taxa Selic. Por outro lado, nos mercados mais desenvolvidos, houve um aumento nas alocações aplicadas em juros, indicando um maior apetite por posições que podem se beneficiar de cortes de juros internacionais.
De acordo com a pesquisa da XP, as gestoras intensificaram suas posições compradas no dólar em relação a outras moedas, com o percentual de casas com essa alocação passando de 89% em maio para 94% em junho. A visão mais pessimista para o real também se manteve, com 63% das gestoras mantendo uma exposição vendida na moeda brasileira.
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A perspectiva para a economia local piorou, com o percentual de gestores pessimistas saltando de 14% em maio para 60% em junho. Esse cenário afetou negativamente as alocações em ações locais, que caíram de 71% para 65%. Em contrapartida, houve um aumento na confiança em relação à economia global, com 47% dos gestores expressando maior otimismo, comparado a 23% no mês anterior. Esse otimismo também se refletiu em um aumento nas alocações em bolsas globais, de 60% para 70%.
Essas mudanças refletem não apenas a dinâmica dos mercados, mas também a influência crescente de fatores como a inovação tecnológica e a inteligência artificial, que têm impulsionado uma visão mais positiva do mercado acionário global.
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A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, utilizada como referência para outras taxas de juros no país. Ela é importante porque serve como um dos principais instrumentos de política monetária para controlar a inflação e influenciar a atividade econômica.
Os gestores financeiros não esperam cortes na Selic para 2024 devido ao aumento nas projeções de inflação e a piora no risco fiscal, além de instabilidades políticas, que sugerem um ambiente de cautela.
A estabilidade da Selic sugere uma abordagem cautelosa frente às instabilidades econômicas e políticas, o que pode levar a um fortalecimento do dólar frente ao real, conforme os investidores buscam segurança em moedas mais estáveis.
A perspectiva para a economia local piorou, com um aumento no pessimismo entre os gestores, enquanto a visão sobre a economia global melhorou, refletindo maior confiança e aumentando as alocações em bolsas globais.
As inovações tecnológicas e a inteligência artificial têm impulsionado uma visão mais positiva do mercado acionário global, contribuindo para o aumento da confiança e das alocações em ações internacionais entre os gestores.