O economista-chefe da Leme Consultores, José Ronaldo de Souza, avalia que o Brasil precisará promover uma nova reforma da Previdência. Segundo ele, o descompasso dos gastos públicos e as projeções previdenciárias justificam essa necessidade.
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Souza argumenta: ‘É quase inevitável que a gente realmente tenha novas reformas. Particularmente, aumentando em termos reais o salário mínimo e o piso da Previdência estando indexado ao salário mínimo, essa necessidade vai acontecer de forma mais rápida. Por quê? Porque esse aumento de gasto está acelerando de forma mais rápida’.
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O economista destaca que o Brasil passou da fase de bônus demográfico, quando a população economicamente ativa cresce mais do que a população em geral. ‘Estamos aumentando o que chamamos de razão de dependência, que é o número de pessoas fora do mercado de trabalho em comparação à população total. Esse aumento gera problemas não só previdenciários, mas também marca o fim do bônus demográfico’, afirmou Souza.
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Para Souza, o país precisa ‘produzir mais com os mesmos recursos’ para alcançar um crescimento consistente. ‘É um desafio que engloba diversas áreas e questões para que possamos realmente dar esse salto’, disse ele.
O tema é abordado no livro ‘O Desafio da Produtividade: como tirar o Brasil da armadilha da renda média’ (editora Lux), organizado por José Ronaldo de Souza e pelo economista Fabio Giambiagi. A obra foi lançada em junho de 2024.
Souza acredita que a saída do Brasil da renda média para a renda alta é difícil e requer um grande foco na produtividade. ‘Os ganhos necessários para nos tornarmos um país rico são aqueles ganhos de produtividade que são mais difíceis. Já realizamos a industrialização do país, então aqueles ganhos fáceis foram obtidos. Agora, para migrarmos para um nível alto de renda, precisamos ter ganhos consistentes de produtividade por anos seguidos’, concluiu.
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A nova reforma da Previdência é considerada inevitável devido ao descompasso dos gastos públicos e as projeções previdenciárias que indicam a necessidade de ajustes para garantir a sustentabilidade do sistema.
O bônus demográfico é uma fase em que a população economicamente ativa cresce mais do que a população total, gerando um impacto positivo na economia. Segundo o economista José Ronaldo de Souza, o Brasil já passou dessa fase.
Os desafios de produtividade incluem a necessidade de ‘produzir mais com os mesmos recursos’ e alcançar ganhos consistentes de produtividade por anos seguidos para que o Brasil possa sair da armadilha da renda média e se tornar um país de alta renda.
O aumento do salário mínimo impacta diretamente o piso da Previdência, que está indexado ao salário mínimo. Esse aumento de gasto acelera a necessidade de novas reformas previdenciárias.
José Ronaldo de Souza acredita que a economia brasileira precisa focar em ganhos de produtividade para sair da armadilha da renda média e alcançar um crescimento consistente, apesar dos desafios demográficos e previdenciários.