A China sinalizou a intenção de cortar tarifas e aumentar o acesso ao seu mercado agrícola para produtos dos Estados Unidos. Essa movimentação é um desdobramento das negociações entre as duas potências econômicas, que buscam normalizar o comércio agrícola, afetado pelas tarifas impostas anteriormente.
O que você vai ler neste artigo:
Após a cúpula realizada em Pequim, o Ministério do Comércio da China anunciou que os dois países concordaram em expandir o comércio agrícola através de reduções tarifárias e enfrentando barreiras não tarifárias.
Os acordos anunciados são descritos como ‘preliminares’ e estão em processo de finalização. A expectativa é que sejam concretizados o mais rápido possível, conforme informou o ministério chinês.
Desde o ano passado, as importações agrícolas da China provenientes dos EUA sofreram uma queda significativa, em torno de 65,7%, devido às tarifas adicionais de 10% que foram impostas. Isso resultou em uma redução do comércio para US$ 8,4 bilhões em 2025, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA.
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Embora o ministério não tenha especificado quais produtos terão as tarifas reduzidas, há uma expectativa de que a soja esteja entre eles. Observadores de mercado acreditam que um corte de 10% nas tarifas sobre a soja pode permitir que esmagadoras privadas chinesas retomem as compras.
Johnny Xiang, fundador da AgRadar Consulting, afirmou que a redução de tarifas em produtos agrícolas representaria uma normalização no comércio entre China e EUA. Isso permitiria que compradores comerciais voltassem ao mercado, após um período em que apenas comerciantes de safras estatais estavam ativos.
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Ambos os lados se comprometeram a ‘resolver ou fazer progressos substanciais’ em questões de barreiras não tarifárias e acesso ao mercado. Isso pode abrir caminho para um comércio mais livre e justo entre os dois países.
O resultado dessas negociações pode ter um impacto significativo no cenário global do comércio agrícola, afetando não apenas os dois países envolvidos, mas também outros mercados interligados.
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A soja é um dos principais produtos agrícolas afetados, com expectativa de redução de tarifas para facilitar as importações.
As tarifas adicionais de 10% resultaram em uma queda significativa nas importações agrícolas da China dos EUA, impactando o comércio total.
Barreiras não tarifárias são restrições comerciais que não envolvem tarifas, como cotas, licenças de importação e regulamentações sanitárias.
A normalização pode reativar o comércio entre as duas nações, beneficiando compradores comerciais e impactando positivamente o mercado global.
Ambos os países se comprometeram a resolver barreiras não tarifárias e melhorar o acesso ao mercado, promovendo um comércio mais justo.