Na mais recente temporada de balanços, cerca de 30% das empresas listadas na B3 podem se orgulhar de nunca terem apresentado um resultado negativo. Segundo dados do Investidor10, 102 das mais de 350 companhias listadas na Bolsa brasileira nunca tiveram um prejuízo, e agora enfrentam o desafio de manter essa trajetória ao apresentar os resultados do quarto trimestre de 2025.
O que você vai ler neste artigo:
Na lista das empresas que nunca deram prejuízo, encontramos representantes de 10 setores distintos. O setor financeiro lidera com 23 empresas, incluindo bancos, seguradoras e a própria B3 (B3SA3). As empresas de utilidade pública, especialmente as elétricas, também se destacam, seguidas por companhias do setor de consumo cíclico, como construtoras e varejistas de moda.
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Em termos de valor de mercado, a lista inclui desde gigantes da B3 até pequenas empresas conhecidas como small caps. O Itaú (ITUB4) lidera com seus lucros recordes e um valor de mercado superior a R$ 500 bilhões. No outro extremo, temos a Alfa Holding (RPAD3) fechando a lista.
No entanto, algumas das favoritas dos investidores brasileiros, como a Vale (VALE3), ficam de fora devido a prejuízos em trimestres anteriores, inclusive no quarto trimestre de 2025.
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A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 começou em fevereiro e se estenderá até o final de março. Grandes bancos brasileiros e empresas como Vale, Ambev (ABEV3) e Suzano (SUZB3) já divulgaram seus resultados. Nos próximos dias, empresas como Weg (WEGE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Sanepar (SAPR11) apresentarão seus balanços e tentarão manter o status de empresas que nunca deram prejuízo.
Para analistas, este trimestre deve trazer resultados positivos para as empresas brasileiras, apesar da pressão dos juros altos. A XP Investimentos está otimista com as empresas de construção civil, telecomunicações, tecnologia, mineração e siderurgia, mas vê riscos nos setores de agronegócio e varejo.
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Os setores com mais empresas sem prejuízo na B3 são o financeiro, utilidade pública e consumo cíclico.
O Itaú (ITUB4) lidera com um valor de mercado superior a R$ 500 bilhões.
Espera-se que os resultados do 4T25 sejam positivos, apesar da pressão dos juros altos, com destaque para setores como construção civil e telecomunicações.
Empresas como a Vale (VALE3) não estão na lista devido a prejuízos em trimestres anteriores.
Para manter a trajetória de não ter prejuízo, as empresas precisam continuar gerindo seus negócios de forma eficiente, adaptando-se às condições econômicas e mantendo um controle rigoroso de custos.