O faturamento real da indústria de transformação apresentou crescimento em novembro de 2025, mas o mercado de trabalho no setor continua em desaceleração. Segundo os Indicadores Industriais divulgados nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o emprego industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo, apesar da recuperação pontual da atividade.
Desde setembro, a desaceleração do emprego se intensificou, refletindo os efeitos do aperto monetário e do enfraquecimento gradual da atividade industrial ao longo do segundo semestre.
O que você vai ler neste artigo:
Os dados da CNI revelam um cenário misto para a indústria:
De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o emprego reagiu à melhora da atividade iniciada em 2023, que teve seu auge em 2024. No entanto, começou a perder força com o aumento da taxa Selic, iniciado ainda no ano passado. “Somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado”, explica Azevedo, ressaltando que demissões e recontratações são custosas para a indústria, que depende de mão de obra qualificada.
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Outros indicadores ligados ao mercado de trabalho mostraram melhora em novembro, após uma sequência de resultados negativos, mas ainda acumulam perdas no ano.
Apesar do crescimento do faturamento em novembro, a atividade industrial continua mostrando sinais de desaceleração no acumulado do ano.
Segundo a CNI, a redução gradual do crescimento do faturamento ao longo de 2025 reforça a expectativa de perda de ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, em um ambiente marcado por juros elevados e menor dinamismo da demanda.
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O faturamento da indústria está crescendo devido a uma recuperação pontual da atividade industrial, mesmo em um cenário de aperto monetário.
O aperto monetário, através do aumento da taxa Selic, reduz o ritmo da atividade industrial, levando a uma desaceleração do emprego no setor.
As expectativas para o mercado de trabalho na indústria são de recuperação lenta, com oscilações entre contratações e demissões devido ao ambiente econômico desafiador.
A CNI observa que, apesar de um crescimento pontual, a indústria enfrenta uma perda de fôlego, refletida no baixo crescimento acumulado do faturamento e na redução da capacidade instalada.
Os principais desafios incluem a adaptação ao aperto monetário, a necessidade de requalificação da mão de obra e a redução do dinamismo da demanda.