Com o início de 2024, o novo salário mínimo nacional entrou em vigor, impactando diretamente a folha de pagamento de empregadores domésticos em todo o Brasil. Se você é responsável pela contratação de trabalhadores domésticos, como diarista, cuidador, babá ou faxineira, precisa ficar atento à obrigatoriedade de atualizar o salário mínimo no eSocial Doméstico. Este conteúdo é feito para empregadores individuais, síndicos, famílias e contadores que cuidam das regularizações trabalhistas.
Aqui, você vai encontrar um passo a passo prático, entender os motivos para ficar em dia com a legislação, conhecer as consequências de não atualizar o salário e tirar dúvidas frequentes sobre o eSocial e as novidades de 2024. Siga na leitura e mantenha sua relação trabalhista segura e estável!
O que você vai ler neste artigo:
O eSocial Doméstico é um sistema do governo federal desenvolvido para simplificar o envio de obrigações trabalhistas de empregadores domésticos. Por meio desta plataforma, os empregadores registram dados de contratação, folha de pagamento, férias, 13º salário, FGTS e recolhem tributos trabalhistas e previdenciários.
Além de facilitar o cumprimento da legislação, o eSocial garante direitos ao trabalhador doméstico e reduz riscos de autuações trabalhistas. Desde outubro de 2015, o cadastro e manutenção dos contratos domésticos passaram a ser obrigatórios por esta via.
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O reajuste do salário mínimo ocorre todos os anos e as empresas – inclusive empregadores domésticos – precisam informar a nova remuneração em janeiro. O sistema eSocial não faz essa atualização automaticamente: cabe ao empregador modificar os valores conforme o novo piso nacional, estadual ou convenção aplicável, evitando problemas futuros.
Realizar a atualização do salário mínimo pelo eSocial é um processo que exige atenção, mas pode ser feito sem complicações. Acompanhe o passo a passo detalhado a seguir.
O primeiro passo é acessar o site oficial do eSocial Doméstico utilizando seu CPF e a senha cadastrada. Certifique-se de estar logado como empregador doméstico.
Na tela inicial, acesse a seção “Folha/Recebimentos e Pagamentos”. Procure o funcionário doméstico para o qual a alteração do salário deve ser feita. É comum ter mais de um empregado registrado, por isso, atenção para não errar.
Após localizar o trabalhador, clique em “Gestão de Vínculo” e depois em “Editar Dados Contratuais”. Nesta área, você verá o campo referente ao salário do empregado.
Informe o novo valor do salário mínimo vigente em 2024. Certifique-se de verificar a legislação do seu estado, pois alguns possuem pisos regionais diferenciados para empregados domésticos. Sempre utilize o valor bruto, antes dos descontos legais.
Antes de finalizar, confira todos os dados inseridos e clique em “Salvar” para registrar a atualização. O sistema irá considerar o novo salário para os próximos cálculos de folha e guias de recolhimento (DAE).
O salário mínimo tem caráter obrigatório para todos os contratos. Não atualizar o valor é considerado infração, sujeita o empregador a multa administrativa e pode causar passivos trabalhistas, inclusive ações judiciais e cobranças retroativas.
Além disso, o eSocial serve como comprovação para demais direitos, como o cálculo do FGTS, INSS e férias proporcionais. Manter os dados corretos também facilita consultas futuras e evita complicações junto à Receita Federal e Ministério do Trabalho.
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Desatualizar a remuneração do funcionário doméstico pode criar sérios problemas para o empregador. Veja os principais prejuízos a seguir.
Auditorias trabalhistas podem identificar erro de valor salarial, resultando em multas e obrigações de pagamento de diferenças retroativas.
O trabalhador poderá exigir em juízo as diferenças de salário, reflexos em férias, 13º, FGTS e INSS, além de correção monetária e juros.
Valores na folha de pagamento desatualizados podem gerar inconsistência no recolhimento dos tributos e no acesso do trabalhador aos benefícios sociais, como aposentadoria e seguro-desemprego.
Em 2024, o salário mínimo nacional foi reajustado para R$ 1.412,00. Alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, podem ter pisos próprios – consulte sempre a legislação local. Para contratos intermunicipais, adote o valor mais vantajoso ao trabalhador.
| Região | Salário Base (2024) |
|---|---|
| Nacional | R$ 1.412,00 |
| São Paulo (regional) | R$ 1.550,00* |
*Confira no site do governo estadual ou na convenção coletiva vigente.
Além de atualizar o salário mínimo, o empregador deve estar atento a outras obrigações trabalhistas no eSocial, como férias, 13º salário, adicional noturno e FGTS. Estes direitos não mudam com o reajuste anual, mas os cálculos passam a considerar o novo salário base. Planeje seu fluxo de caixa e esteja sempre em dia com a legislação.
Erros podem acontecer na hora de preencher os dados no eSocial. Se você inseriu um valor incorreto, é possível editar as informações, evitando dissabores e autuações. Recomenda-se manter um controle de todas as alterações realizadas, armazenando comprovantes e recibos.
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Estar em dia com o sistema traz benefícios tanto para empregadores quanto para trabalhadores, como segurança jurídica, facilidade em processos de desligamento, acesso aos benefícios do INSS e FGTS e histórico fiel da relação trabalhista, caso precise comprovar pagamentos no futuro.
Manter o eSocial Doméstico sempre atualizado é mais do que uma obrigação legal: é um passo fundamental para garantir tranquilidade e transparência no dia a dia do empregador doméstico. Se você quer continuar recebendo conteúdos relevantes sobre legislação trabalhista, atualizações do eSocial e gestão de folha de pagamento, não perca tempo: assine já a nossa newsletter!
A responsabilidade é do empregador doméstico, que deve atualizar manualmente o salário do trabalhador no sistema todo início de ano.
Não, o empregador deve aplicar o valor mais vantajoso para o trabalhador, ou seja, o maior entre o piso nacional, estadual ou convenção coletiva.
Sim, o sistema permite editar os dados contratuais para corrigir erros, devendo o empregador guardar comprovantes das alterações feitas.
Eles asseguram direitos como FGTS, INSS, férias proporcionais e acesso facilitado a benefícios sociais como aposentadoria.
Pode sofrer autuações, multas administrativas, processos judiciais por diferenças salariais e problemas no recolhimento de tributos.