A decisão de conceder isenção do IPVA para veículos com 20 anos ou mais já mexe com o mercado automotivo brasileiro. Desde a implementação da nova regra, percebe-se uma alta nas pesquisas por carros antigos, sinalizando uma mudança no comportamento dos consumidores diante da possibilidade de economizar no tributo.
Quem pretende entender como essa medida impacta o dia a dia dos motoristas, encontra neste texto detalhes sobre o funcionamento da isenção, modelos que se destacam na preferência nacional e como o setor automotivo reage a essa nova realidade. Continue a leitura para não perder nenhuma informação relevante e descubra se vale a pena investir em um veículo antigo em 2025.
O que você vai ler neste artigo:
A partir de 2026, a isenção do IPVA será realidade para automóveis fabricados há 20 anos ou mais, passando a valer para todo o território nacional. Essa novidade foi estabelecida pela Emenda Constitucional 137 – originada na PEC 72/2023 – proposta pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG), corrigindo antigas disparidades na cobrança do imposto.
Agora, a medida é válida não apenas para carros de passeio. A lista abrange: caminhonetes, veículos de uso misto, ônibus, micro-ônibus, reboques e semirreboques. Com essa uniformização, o benefício chega a milhares de famílias que utilizam veículos antigos por necessidade, e não por luxo, especialmente aquelas afetadas pela alta dos preços dos carros novos.
Antes da mudança, cada estado definia o tempo de fabricação para concessão da isenção, variando de 10 a 30 anos. A partir de 2026, todos os brasileiros contam com a mesma regra, o que já vem aquecendo as buscas por carros antigos.
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Os primeiros dias após a aprovação da emenda já trouxeram uma movimentação clara no mercado automotivo. De acordo com levantamento da Webmotors Autoinsights (de 9 a 22 de dezembro de 2025), houve um aumento de 18% nas buscas por veículos que se enquadram na nova faixa de isenção.
No topo do ranking está o Volkswagen Gol, figurando como o modelo mais acessado no Brasil. Em seguida, aparecem opções reconhecidas pelo bom custo-benefício, como Honda Civic, Chevrolet Corsa, Toyota Corolla, Fiat Uno e Ford F-1000. Não ficam de fora nomes como Volkswagen Golf, Chevrolet D20, Saveiro e Vectra.
Esses automóveis, além da isenção do IPVA, oferecem facilidade de manutenção, valor de revenda estável e robustez mecânica, consolidando-se como escolhas ideais para quem alia economia e praticidade.
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O aumento pode ser explicado não só pelo benefício tributário. O investimento em modelos antigos atrai consumidores que desejam economizar não só no IPVA, mas também nas despesas com licenciamento, seguros e manutenção, geralmente mais acessíveis em veículos consolidados no mercado.
Outro ponto relevante é o encarecimento dos veículos novos, que ultrapassam facilmente a marca dos R$ 85 mil, deixando boa parte da população fora do mercado de zero quilômetro. Além disso, há quem valorize o charme e a durabilidade de carros clássicos, aproveitando-se da oportunidade de adquirir um automóvel funcional a baixo custo anual de documentação.
Com a ampliação da isenção em 2026, especialistas apontam para o aumento da demanda por veículos seminovos que completam 20 anos, valorizando segmentos como oficinas mecânicas, lojas de autopeças e revendas especializadas em veículos antigos.
Há expectativa de que proprietários invistam mais na manutenção desses automóveis, incentivando o ciclo positivo do setor. Para quem deseja migrar para um veículo antigo, a dica é pesquisar o histórico do modelo, avaliar as condições mecânicas e considerar a revenda futura, pois a tendência de aquecimento desse nicho deve se manter pelos próximos anos.
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O interesse crescente por carros antigos, potencializado pela isenção do IPVA, confirma que o mercado brasileiro está se adaptando a uma nova lógica de consumo, mais pragmática e focada em economia. Resta acompanhar os próximos capítulos desse cenário, que promete seguir aquecido em 2025 e 2026.
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Além de carros de passeio, estarão isentos caminhonetes, veículos de uso misto, ônibus, micro-ônibus, reboques e semirreboques fabricados há 20 anos ou mais.
Antes, cada estado definia regras diferentes para a isenção do IPVA; com a mudança, essa regra passa a valer para todo o país, evitando disparidades e simplificando o processo.
É importante pesquisar o histórico do veículo, avaliar suas condições mecânicas, e considerar o potencial de revenda futura para garantir um bom investimento.
Veículos antigos normalmente têm custos menores com licenciamento, seguros e manutenção, além de apresentar uma relação custo-benefício favorável em comparação aos carros novos.
Há um aumento nas buscas por carros antigos, valorização de oficinas e lojas de autopeças, e maior investimento dos proprietários na manutenção dos veículos, fortalecendo o segmento.