A nova ferramenta BC Protege+, lançada pelo Banco Central, já barrou mais de 260 tentativas de abertura de contas bancárias falsas apenas nos primeiros dias de funcionamento e atraiu a adesão de quase 8 mil usuários logo na primeira semana de operação.
Conforme dados divulgados nesta terça-feira (3 de dezembro de 2025), a funcionalidade permite que qualquer cidadão ou empresário bloqueie preventivamente a abertura de contas em seu nome nas instituições financeiras autorizadas, evitando prejuízos com golpes e fraudes de identidade. O tema, que tem gerado debates entre especialistas em segurança digital, promete oferecer uma camada extra de proteção para quem deseja resguardar seus dados e evitar dor de cabeça com clonagem.
Neste artigo, você confere como funciona a ferramenta, quem pode utilizar, dicas de ativação, números sobre o combate às fraudes e as perspectivas de ampliação do serviço. Siga na leitura e amplie seu conhecimento sobre as novidades do BC.
O que você vai ler neste artigo:
O BC Protege+ representa uma inovação no combate às fraudes financeiras no Brasil. O serviço funciona como um bloqueio preventivo: ao ser ativado pelo usuário, impede que bancos e instituições de pagamento abram qualquer conta nova vinculada aos seus dados, seja CPF ou CNPJ, sem consentimento expresso.
A ferramenta foi projetada para pessoas físicas e jurídicas preocupadas com a segurança de seus dados. Após a adesão, qualquer tentativa de criação de conta a partir do CPF ou CNPJ cadastrado é automaticamente rejeitada. O usuário recebe uma notificação, informando qual instituição tentou realizar o procedimento. Inclusive, o bloqueio é válido para todos os bancos e fintechs registradas no Banco Central, sem exceção.
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O Protege+ pode ser utilizado tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. A recomendação é que qualquer um preocupado com possíveis fraudes digitais ative a proteção, especialmente quem já sofreu tentativas de golpes em outras ocasiões ou deseja blindar seus dados bancários.
Confira o passo a passo para adesão:
O sistema exige autenticação em duas etapas, reforçando ainda mais a segurança. Para desabilitar temporariamente (caso queira abrir nova conta), basta repetir o processo.
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Desde a estreia do BC Protege+, mais de 8 mil cidadãos e empresas ativaram o serviço. Nesse curto período, foram bloqueadas 263 tentativas de abertura indevida de contas, segundo relatório do órgão regulador. Os especialistas veem isso como sinal de que a ferramenta pode se tornar essencial para a redução dos crimes financeiros.
| Indicador | Total em dez/2025 |
|---|---|
| Usuários ativos | 7.980 |
| Tentativas de fraude bloqueadas | 263 |
Esses dados reforçam a necessidade de iniciativas modernas para proteger contas e dados bancários, principalmente diante do aumento do uso de serviços digitais e da popularização de golpes online.
O Banco Central afirma que o Protege+ deve ser ampliado para outras frentes ainda em 2025. A expectativa é incorporar restrição para criação de chaves Pix, solicitação de crédito e emissão de cartões sem autorização, tornando o sistema ainda mais robusto.
A expansão, no entanto, depende de maior engajamento da população. O BC incentiva mais usuários a ativarem o bloqueio preventivo para fortalecer a base de dados e favorecer o avanço da tecnologia contra fraudes.
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A chegada do BC Protege+ representa um salto significativo na prevenção de golpes bancários. Com a segurança digital no centro das atenções, a ferramenta se configura como aliada poderosa na luta contra fraudes de identidade e na proteção do patrimônio do consumidor. Se você se preocupa com o tema, adotar essa camada de proteção é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.
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Não, para ativar o BC Protege+ é necessário ter uma conta no Gov.br com nível prata ou ouro para autenticação segura.
Quando alguém tenta abrir conta com seu CPF ou CNPJ, o sistema envia uma notificação informando qual instituição financeira tentou o procedimento.
Sim, o bloqueio abrange contas-correntes, poupanças e contas pré-pagas em todas as instituições autorizadas pelo Banco Central.
Sim, o bloqueio pode ser desabilitado temporariamente pelo usuário, repetindo o processo de ativação para permitir abertura autorizada.
O Banco Central planeja expandir o serviço para incluir bloqueios de criação de chaves Pix, solicitações de crédito e emissão de cartões sem autorização.