O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) bloqueou nesta semana a realização de novos empréstimos consignados pelo Agibank após uma auditoria interna revelar indícios de fraudes e graves irregularidades envolvendo contratos destinados a aposentados e pensionistas. O banco segue impedido de operar nesse segmento até a conclusão da investigação, situação que coloca em alerta milhares de beneficiários e reforça a necessidade de vigilância no setor.
Nos próximos parágrafos, explicamos os principais pontos do relatório que motivou a suspensão, as irregularidades praticadas, a posição do Agibank e, por fim, os próximos passos das autoridades neste caso delicado. Continue a leitura para entender como isso pode impactar clientes e o que muda no cenário do crédito consignado em 2025.
O que você vai ler neste artigo:
O que motivou a medida do INSS foi o parecer técnico da Controladoria-Geral da União (CGU), que detectou que o Agibank permitiu a averbação de contratos sem a autorização expressa dos titulares dos benefícios. Essa prática, além de irregular, pode facilitar fraudes e gerar prejuízos a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
O levantamento apontou 1.192 contratos realizados após o falecimento dos beneficiários entre 2023 e 2025. Em 163 desses casos, os benefícios já tinham sido cessados nos sistemas oficiais, ou seja, nem sequer estavam mais ativos no momento da operação.
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Além dos contratos irregulares, a auditoria destacou exemplos concretos envolvendo refinanciamentos não solicitados. Num caso de Fortaleza, foi detectado um refinanciamento envolvendo sete contratos diferentes, dos quais três nem existiam no cadastro do INSS e somaram um prejuízo de mais de R$ 17 mil ao beneficiário lesado, valor que não foi devidamente repassado à vítima.
Outro alerta envolve as taxas de juros aplicadas. O Agibank praticou, em milhares de operações, taxas muito inferiores ao teto legal para o consignado (1,85% ao mês atualmente para aposentados e pensionistas). Foram identificados 5.222 contratos com taxas menores que 0,4%, e uma investigação mais ampla encontrou 33.437 ocorrências de juros abaixo de 1%. Este quadro pode indicar tentativas de manipulação para liberar crédito de forma irregular, sem conformidade com a regulamentação.
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O Agibank nega as irregularidades, argumentando que adota protocolos rígidos – incluindo biometria facial, validação documental e cruzamento de dados em bases oficiais – para garantir a segurança dos contratos. Em nota, a instituição informou que está solicitando acesso aos autos da auditoria para analisar detalhadamente cada acusação.
O banco também declarou que, caso haja comprovação das falhas, irá reparar integralmente todos os clientes lesados, assumindo os custos e ressarcindo valores indevidamente debitados. O Agibank questiona ainda a ausência de comunicado prévio do INSS e de oportunidade para a apresentação de defesa antes da decisão de bloqueio.
Segundo o INSS, todo o material foi encaminhado para análise da Polícia Federal (PF) e para a Corregedoria do próprio instituto. A suspensão das atividades do Agibank no consignado permanece vigente até a conclusão de um processo administrativo que assegure o direito de defesa e o contraditório, conforme previsto em lei.
A expectativa é que sejam ouvidos beneficiários prejudicados, revisados os contratos suspeitos e, se necessário, adotadas sanções cabíveis para restaurar a credibilidade do setor e proteger os direitos dos segurados que dependem do crédito consignado como apoio financeiro.
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O bloqueio do consignado do Agibank pelo INSS reforça a relevância da fiscalização constante para prevenir fraudes e irregularidades que prejudicam cidadãos fragilizados financeiramente. A decisão, embora emergencial, sinaliza para o mercado um rigor maior na concessão de crédito e pode representar um marco na proteção dos beneficiários do INSS contra abusos bancários.
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O INSS realiza auditorias e análises técnicas em parceria com órgãos como a Controladoria-Geral da União para detectar irregularidades e fraudes nos contratos.
Devem buscar imediatamente o INSS ou seus bancos para solicitar verificação dos contratos, além de registrar reclamações em órgãos de defesa do consumidor.
Podem sofrer descontos indevidos, endividamento injusto e dificuldades financeiras, além de ter seus nomes negativados e sofrimentos maiores com fraudes.
Encaminham os casos para a Polícia Federal e Corregedoria do INSS para investigação criminal e administrativa, com possibilidade de sanções e ressarcimento.
Devem garantir validação rigorosa com biometria, documentos oficiais, autorização expressa do beneficiário e monitoramento contínuo para prevenir fraudes.