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Inventário: quanto custa e como funciona?

Eduardo Guerra em 7 de novembro de 2025 às 17:35

Se você perdeu um ente querido recentemente ou está ajudando alguém nesse momento delicado, provavelmente ouviu falar do inventário. Entender inventário, quanto custa, e como tudo funciona no Brasil é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e tomar decisões financeiras mais seguras. Este conteúdo é para herdeiros, familiares, cônjuges, advogados iniciantes e qualquer pessoa que precisa lidar com questões de partilha de bens e burocracia após um falecimento.

No decorrer deste artigo, você vai descobrir o que é o inventário, tipos de inventário disponíveis (judicial e extrajudicial), principais etapas, prazos, tabela de custos atualizada, taxas, impostos e honorários de advogados. Também veremos pontos importantes que influenciam no valor final e opções para economizar. Vamos descomplicar esse processo e ajudar você a estar melhor preparado. Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas!

O que é inventário?

Antes de detalhar inventário, quanto custa, é essencial explicar o conceito. O inventário é um procedimento legal obrigatório para identificar, avaliar e transferir para os herdeiros os bens, dívidas e direitos deixados por uma pessoa falecida. Ele é regulamentado pelo Código de Processo Civil brasileiro.

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Como funciona o processo de inventário?

O inventário segue algumas etapas básicas, que podem variar conforme o tipo escolhido: judicial ou extrajudicial. Ambas têm exigências e custos próprios, mas o objetivo principal é regularizar a situação dos bens herdados perante a lei, permitindo que os herdeiros possam vender, transferir ou utilizar os bens plenamente.

Abertura e levantamento de bens

O primeiro passo é reunir toda a documentação relacionada ao falecido, como certidão de óbito, CPF, RG, comprovantes de propriedade de imóveis, veículos, saldos bancários e dívidas. Esse levantamento determina o patrimônio total a ser partilhado.

Escolha do tipo de inventário

Dependendo da situação familiar (se existe testamento, menores de idade ou discordância entre herdeiros), o inventário pode ser feito no cartório (extrajudicial) ou pela via judicial. Essa decisão impacta diretamente nos custos e prazos do procedimento.

Partilha dos bens

Após mapear todo o patrimônio e pagar as dívidas deixadas, é feita a divisão dos bens entre os herdeiros, seguindo o que determina a lei ou o testamento. O acordo depende das regras do direito sucessório brasileiro.

Tipos de inventário: judicial e extrajudicial

Escolher o tipo de inventário faz diferença no pagamento de taxas, velocidade de andamento e despesas gerais. Vamos ver as principais diferenças.

Inventário judicial

O inventário judicial ocorre quando há menores entre os herdeiros, discordância na divisão ou testamento. Ele é processado na Justiça, exige acompanhamento de advogado e tende a ser mais demorado devido à burocracia do Judiciário.

Inventário extrajudicial

Podendo ser feito em cartório, o inventário extrajudicial é mais simples e rápido. Permitido somente em casos sem herdeiros menores ou incapazes, testamento ou discordâncias, exige consenso entre os interessados. Ainda assim, a presença de advogado é obrigatória.

Inventário: quanto custa?

Essa é a grande dúvida de quem inicia o processo. Diversos fatores influenciam o valor total do inventário, pois há custos obrigatórios e variáveis.

Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)

O ITCMD é um imposto estadual exigido sobre a transferência de bens por herança. Cada estado brasileiro estabelece suas alíquotas, que variam geralmente entre 2% e 8% sobre o valor dos bens. Consulte o site da Secretaria da Fazenda do seu estado para saber a tarifa exata.

Custas judiciais ou de cartório

As custas judiciais (no inventário judicial) ou as taxas do cartório (extrajudicial) envolvem o pagamento para tramitação processual, emissão de documentos e registros. Os valores são proporcionais ao valor do patrimônio, e cada estado define suas tabelas.

Tipo de Inventário Média de Custas (2024)
Judicial Entre 1% e 4% do valor dos bens
Extrajudicial (cartório) Entre 0,5% e 2% do valor dos bens

Honorários de advogado

A contratação de advogado é obrigatória em qualquer modalidade. Os honorários costumam representar de 6% a 10% do valor bruto do patrimônio, podendo ser negociados via contrato. Profissionais experientes podem cobrar mais caro, mas auxiliam a evitar atrasos e problemas legais.

Despesas adicionais

Além dos itens anteriores, inclua gastos com certidões, avaliações imobiliárias, emolumentos cartorários e possíveis processos judiciais em caso de litígio.

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Como calcular o valor final do inventário?

Para saber inventário, quanto custa, some os principais fatores: ITCMD, custas processuais ou cartorárias, honorários do advogado e despesas eventuais. Estime o valor do patrimônio e aplique as porcentagens médias. Em patrimônios mais elevados, pode valer buscar condições e métodos de pagamento diferenciados.

Fatores que influenciam no custo do inventário

Alguns pontos podem aumentar ou reduzir os custos. Estar atento a esses detalhes ajuda a planejar seus gastos com mais precisão.

Complexidade e número de bens e herdeiros

Pode ser necessário contratar peritos para avaliações, dividir imóveis ou regularizar documentos, elevando despesas.

Existência de débitos ou pendências fiscais

Dívidas não pagas, imóveis irregulares ou inventários de empresas e quotas podem encarecer o procedimento e gerar custos inesperados.

Lugar onde será realizado

Estados com ITCMD e custas cartorárias mais altas tornam o inventário mais caro. Consulte sempre os valores locais.

Prazos para finalização do inventário

Concluir o inventário em até 60 dias após o falecimento é obrigatório por lei, evitando multas e encargos sobre impostos. O inventário extrajudicial costuma ser encerrado em até três meses. Já o judicial pode se arrastar por anos, especialmente em processos complexos ou litigiosos.

Como economizar no inventário?

Buscar orientações de um advogado com experiência, regularizar documentos dos bens com antecedência e negociar honorários são práticas que reduzem custos e tempo. Optar pelo inventário extrajudicial sempre que possível acelera e barateia o processo.

Vantagens do inventário extrajudicial

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O inventário em cartório é mais ágil, transparente e previsível quanto aos custos, evitando atrasos judiciais e grandes despesas inesperadas. Ideal para casos simples, facilita a vida dos herdeiros e garante maior tranquilidade.

Entender inventário, quanto custa e como funciona é essencial para evitar surpresas financeiras e burocráticas nesse momento tão sensível. Só assim você garante que o patrimônio transmitido seja aproveitado da melhor forma pelos herdeiros, sem desperdício de tempo ou dinheiro. Se esse conteúdo foi útil para esclarecer suas dúvidas, aproveite e inscreva-se em nossa newsletter para receber mais informações detalhadas sobre direitos sucessórios, planejamento patrimonial e dicas jurídicas exclusivas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre inventário judicial e extrajudicial?

O inventário judicial ocorre na Justiça, geralmente quando há menores de idade, testamento ou conflito entre herdeiros, sendo mais lento e custoso. Já o extrajudicial é feito em cartório, mais rápido e barato, mas só é permitido quando todos os herdeiros são maiores, há consenso e não existe testamento.

Quais documentos são necessários para iniciar um inventário?

São necessários documentos do falecido como certidão de óbito, CPF, RG, documentos dos bens (escrituras, registros de veículos), extratos bancários e também dados pessoais dos herdeiros.

Como é calculado o custo total de um inventário?

O custo total inclui o imposto ITCMD, custas judiciais ou de cartório, honorários do advogado e possíveis despesas adicionais como certidões e avaliações. Esses valores são percentuais aplicados ao valor total do patrimônio a ser partilhado.

Existe prazo para abrir o inventário após o falecimento?

Sim, a lei brasileira determina que o inventário deve ser aberto em até 60 dias após o falecimento para evitar multas e encargos sobre os impostos.

Como pode-se economizar no processo de inventário?

É possível economizar escolhendo o inventário extrajudicial quando possível, regularizando todos os documentos antecipadamente, negociando honorários com o advogado e buscando orientação para evitar erros que causem atrasos e despesas extras.

Eduardo Guerra

Eduardo Guerra é especialista em finanças pessoais e crédito no Brasil, com foco em SEO e conteúdo YMYL. Atua há mais de 7 anos na criação e otimização de conteúdos sobre empréstimo consignado, FGTS, INSS, salário mínimo, crédito para negativados e educação financeira, trabalhando diretamente com fintechs e empresas do setor financeiro. Atualmente, é responsável por estratégias de conteúdo e SEO em projetos voltados para produtos financeiros, sempre com foco em clareza, responsabilidade e informação acessível ao consumidor.

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