A crescente onda de fraudes no abono salarial PIS/Pasep já resultou em perdas superiores a R$ 50 milhões apenas nos primeiros meses de 2025, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. A liberação do lote extra de R$ 1,5 bilhão, anunciada para 15 de outubro, gerou um aumento alarmante nas tentativas de golpe, deixando especialistas e trabalhadores em alerta quanto à proteção dos dados pessoais.
Neste artigo, você vai entender como atuam os golpistas, os riscos aos beneficiários e as orientações para consultar o abono salarial com segurança absoluta. Confira, aprenda a identificar armadilhas e evite cair em golpes que ameaçam o seu benefício.
O que você vai ler neste artigo:
Com o anúncio de pagamentos liberados para mais de 1,6 milhão de pessoas só em outubro, criminosos intensificaram abordagens fraudulentas, principalmente através de WhatsApp e SMS. Os golpistas costumam enviar mensagens que simulam alertas oficiais, muitas vezes trazendo nome completo ou CPF da vítima parcialmente mascarado. Frases como “saque disponível até hoje” ou “última chance de resgatar R$ 1.800,00 esquecidos” são usadas para criar sensação falsa de urgência, levando o trabalhador ao erro.
As vítimas recebem links que direcionam para páginas idênticas às dos bancos responsáveis pelo pagamento do abono: Caixa Econômica Federal (para o PIS) e Banco do Brasil (para o Pasep). Uma vez no site falso, o trabalhador acaba entregando dados sensíveis, como senhas, número da conta e informações pessoais, abrindo caminho para roubo de dinheiro e vazamento de informações.
Pior: muitas dessas páginas maliciosas instalam automaticamente aplicativos adulterados no celular, como versões falsas do “Caixa Tem”, expondo ainda mais os dados do usuário.
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O ponto-chave para não cair em armadilhas é analisar minuciosamente a origem das mensagens. Mensagens com domínios encurtados, sufixos incomuns (.net, .info) ou ausência do cadeado (HTTPS) já indicam fortes indícios de fraude. Atenção também para erros sutis de digitação e abordagem genérica, sem personalização adequada. Importante ressaltar: instituições bancárias e órgãos federais não encaminham links solicitando confirmação de senha ou dados confidenciais por mensagens ou aplicativos.
Em caso de suspeita ou confirmação de golpe, o recomendado é reunir todas as provas disponíveis, como prints das mensagens e registros de conversas. O boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente, preferencialmente de forma digital. Trocar senhas dos aplicativos bancários e ativar a autenticação em dois fatores são passos fundamentais para mitigar riscos futuros.
Para evitar problemas, é sempre recomendado buscar informações nos canais oficiais. As consultas ao PIS/Pasep podem ser realizadas pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, Gov.br, ou diretamente nos aplicativos específicos da Caixa e do Banco do Brasil. Veja os telefones para suporte, caso note movimentações suspeitas em sua conta:
O uso de antivírus atualizado em dispositivos móveis e computadores, aliado à prática de não clicar em links de origem duvidosa, é a melhor barreira contra perdas financeiras e roubo de dados.
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Se você também recebe benefício social, fique atento: a pressa e a desinformação podem ser grandes aliadas dos golpistas. Buscar apenas informações pelos canais oficiais e desconfiar de mensagens com promessas fora do padrão é essencial para garantir a segurança dos seus dados e do seu dinheiro.
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Mensagens com links estranhos, domínios não oficiais, erros de digitação, falta do cadeado HTTPS e abordagens genéricas indicam fraudes.
Não. Instituições oficiais nunca solicitam dados confidenciais como senha por mensagens ou aplicativos.
Não clique no link, não informe seus dados, salve as evidências e registre um boletim de ocorrência imediatamente.
Use apenas aplicativos oficiais como Carteira de Trabalho Digital, Gov.br, Caixa e Banco do Brasil e mantenha seus dispositivos com antivírus atualizado.
Reúna provas das mensagens, faça boletim de ocorrência, troque suas senhas e ative a autenticação em dois fatores nos aplicativos bancários.