O preço do ouro registrou o maior tombo dos últimos doze anos nesta terça-feira, enquanto a prata também despencou, refletindo uma onda de vendas generalizada após um período de recordes para ambos os metais. O metal dourado chegou a recuar 6,3%, sendo cotado a US$ 4.082,03 por onça, já a prata retraiu 8,7%, negociada a US$ 47,89 por onça. O movimento surpreendeu investidores e repercute intensamente nos mercados globais de commodities.
O leitor vai encontrar neste texto uma análise da conjuntura que levou à forte realização de lucros, além do impacto do dólar fortalecido, da diminuição do apetite por proteção e das oscilações recentes no cenário internacional. Fique até o final para compreender como essas variáveis se conectam e o que esperar dos próximos capítulos no mercado de ouro e prata.
O que você vai ler neste artigo:
Após uma sequência de altas históricas, o mercado de metais preciosos entrou em fase de correção, em parte causada pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O reforço do dólar pressionou os preços ainda mais para baixo, tornando o ouro e a prata menos acessíveis internacionalmente. Além disso, indicadores técnicos apontavam para excesso de compras recentes, elevando o risco de correção.
Com a possibilidade de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping para tratar de impasses comerciais, cresceu o otimismo em relação à economia global. Esse novo cenário diminuiu a busca por ativos considerados seguros, como o ouro. A demanda pela proteção que os metais oferecem ficou menor, especialmente após um período de compras sazonais intensas na Índia, tradicional mercado consumidor.
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O clima de incerteza se acentuou com a paralisação do governo norte-americano, que suspendeu a divulgação dos importantes relatórios semanais da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Sem acesso a esses dados, os investidores operaram praticamente às cegas, abrindo espaço para posições especulativas mais arriscadas, o que pode potencializar movimentos bruscos tanto de alta quanto de queda.
A volatilidade tomou conta do mercado, levando traders a realizar lucros ou buscar alternativas para compensar perdas em outros ativos. Só na semana passada, foram negociados mais de dois milhões de contratos de opções relacionados ao maior ETF de ouro do mundo — um volume jamais visto. Embora as projeções dos especialistas da Bloomberg indiquem que o ritmo de altas pode se sustentar por mais tempo, já há sinais de alerta quanto à possibilidade de novas quedas, caso dados econômicos dos Estados Unidos venham mais fortes do que o esperado.
A movimentação abrupta também afetou o estoque físico de prata, especialmente após a saída recorde de metal dos cofres ligados à Bolsa de Futuros de Xangai. Nova York seguiu o mesmo padrão, o que contribuiu para ampliar o nervosismo. Fruto de um rali robusto — a prata acumulava alta de quase 80% no ano —, a commodity agora enfrenta maior volatilidade com a possível regularização dos estoques e diminuição da demanda especulativa.
Em resumo, o ouro recuava 4,9% no fim da manhã em Nova York (US$ 4.142,15 por onça) e a prata caía 6,7% (US$ 48,92 por onça), segundo dados consolidados do mercado internacional nesta terça.
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O setor de metais preciosos vive dias de forte turbulência em 2025, evidenciando o quanto fatores externos e movimentos especulativos podem reverter rapidamente tendências de alta. Investidores e analistas seguem atentos, ponderando se a correção será temporária ou dará início a uma nova fase de oscilações.
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Quando o dólar se fortalece, o ouro e a prata ficam mais caros para compradores que usam outras moedas, reduzindo a demanda e pressionando os preços para baixo.
O ouro é visto como reserva de valor em tempos de incerteza porque mantém seu valor quando outros ativos, como ações, podem cair devido a crises ou volatilidade.
Correção é um movimento de queda nos preços após um período de alta significativa, geralmente para ajustar os preços a níveis mais sustentáveis e reduzir bolhas especulativas.
Sem relatórios importantes, investidores operam sem informações claras, aumentando as chances de movimentos bruscos e especulativos no mercado, o que pode gerar mais volatilidade.
Altos volumes na negociação de contratos de opções podem aumentar a volatilidade dos preços, pois refletem o comportamento especulativo e as expectativas dos traders sobre futuros movimentos.