Muitos brasileiros com mais de 60 anos estão retornando ao mercado de trabalho, transformando a aposentadoria em um novo começo e não mais no capítulo final da trajetória profissional. Dados recentes mostram que essa movimentação não é isolada: profissionais experientes buscam novas oportunidades e desafiam estigmas que, por muito tempo, limitaram a participação dos idosos na economia.
Neste artigo, você vai ver como a expectativa de vida elevada e a busca por propósito vêm redesenhando o perfil de quem está acima dos 60 anos, quais setores mais recebem esses profissionais, como a informalidade preocupa, além das principais barreiras e vantagens desta fase. Continue lendo e entenda esse fenômeno que já impacta empresas e sociedade em todo o Brasil.
O que você vai ler neste artigo:
Os brasileiros estão vivendo mais e, com saúde, querem se manter ativos inclusive no âmbito profissional. Segundo levantamento da Catho, o primeiro semestre de 2025 registrou um aumento de 42,7% nos currículos de pessoas com 60 anos ou mais. Seja por necessidade financeira, desejo de produtividade ou vontade de aprender algo novo, a ideia de “pendurar as chuteiras” definitivamente perdeu força.
A chamada “geração prateada” busca requalificação profissional e demonstra disposição para enfrentar novos desafios. Muitos aproveitam a bagagem adquirida ao longo dos anos para migrar de área, abrir negócios próprios ou mesmo atuar como mentores de pessoas mais jovens. O teto da aposentadoria pelo INSS, que hoje chega a no máximo R$ 8 mil, nem sempre garante o conforto esperado, o que também impulsiona o novo ciclo de trabalho.
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De acordo com o Sebrae Rio, no segundo trimestre de 2025, a participação de idosos empreendedores aumentou 6,6% em relação ao trimestre anterior, sendo o maior índice entre faixas etárias. No estado do Rio de Janeiro, eles já somam 16% do total de proprietários de empresas. Apesar de 72% desses negócios ainda operarem na informalidade, há a tendência crescente de formalização por meio do MEI.
| Setor | % de empreendedores 60+ |
|---|---|
| Serviços | 55% |
| Comércio | 19% |
| Construção | 11% |
| Indústria | 10% |
| Agropecuária | 4% |
A média salarial para profissionais acima dos 60 anos gira em torno de R$ 4.028,97, valor que só perde para a faixa de 40 a 59 anos. Mesmo com desafios, a experiência agregada segue sendo um diferencial competitivo.
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Apesar do avanço, a informalidade é alarmante: mais da metade (53,8%) dos trabalhadores 60+ não possui vínculo formal, acima dos 38,6% da média nacional (FGV Ibre, 2024). Isso acarreta perda de direitos e aumenta a vulnerabilidade na velhice. O cenário exige políticas públicas eficazes para ampliar acesso a benefícios e segurança no trabalho nesta faixa etária.
O etarismo, preconceito relacionado à idade, ainda limita o aproveitamento do potencial dos profissionais mais velhos. Levantamento da Redarbor Brasil revela que 61% das empresas não investem em programas de inclusão para pessoas com mais de 50 anos, e 40% dos gestores relutam em contratá-los. Stereótipos sobre tecnologia e capacidade de adaptação ainda persistem, mesmo diante da realidade diversa trazida pelos 60+.
Retomar a carreira depois dos 60 anos pode trazer ganhos expressivos, como valorização da experiência, bem-estar psicológico, complemento de renda e oportunidade de escolher projetos mais alinhados aos próprios valores. Por outro lado, investir em capacitação, lidar com renda instável no início e enfrentar barreiras culturais exigem resiliência e persistência.
| Vantagens | Desafios |
|---|---|
| Experiência valorizada | Necessidade de atualização |
| Bem-estar e propósito | Preconceito no mercado formal |
| Rede de contatos ampla | Concorrência com jovens |
| Complemento da renda | Renda instável no início |
O envelhecimento ativo já faz parte do cenário nacional e desafia empresas, governos e a própria sociedade a repensarem papéis e políticas para garantir boa qualidade de vida aos profissionais 60+.
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Com o envelhecimento da população, o mercado de trabalho brasileiro precisa se moldar a esse novo perfil de profissionais experientes que desejam – e têm capacidade – para contribuir mais. O exemplo desses trabalhadores mostra que, acima dos 60 anos, ainda há muito para ser conquistado, especialmente quando a experiência e a vontade de aprender são colocadas em prática.
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Os setores que mais recebem profissionais com mais de 60 anos são Serviços (55%), Comércio (19%), Construção (11%), Indústria (10%) e Agropecuária (4%).
Idosos buscam no empreendedorismo uma alternativa para complementar a renda, aplicar sua experiência e ter autonomia, sendo o segmento com maior crescimento entre as faixas etárias, mesmo que muitos ainda operem na informalidade.
O etarismo limita as oportunidades, pois muitos gestores relutam em contratar profissionais mais velhos e poucas empresas oferecem programas de inclusão, reforçando preconceitos sobre habilidades tecnológicas e adaptabilidade.
Mais da metade dos trabalhadores com 60 anos ou mais trabalha na informalidade, o que resulta em perda de direitos, menor segurança e vulnerabilidade financeira na velhice.
Os benefícios incluem valorização da experiência, bem-estar psicológico, complemento de renda, ampliação da rede de contatos e a possibilidade de realizar trabalhos alinhados aos seus valores pessoais.