Minas Gerais foi apontado como o segundo estado brasileiro com o maior número de famílias notificados a devolver valores recebidos indevidamente do Auxílio Emergencial durante a pandemia. Mais de 21 mil lares mineiros foram notificados pelo governo federal e podem ser obrigados a restituir um montante que já ultrapassa R$ 56 milhões aos cofres públicos. Essas cobranças fazem parte de uma ação nacional visando recuperar recursos pagos de forma irregular entre os anos de 2020 e 2021.
No texto a seguir, entenda quem está na mira do governo, quais as regras para devolução, as consequências da inadimplência e os estados mais impactados por essa medida. Continue a leitura para conhecer todos os detalhes e evitar surpresas envolvendo o seu nome ou o de familiares.
O que você vai ler neste artigo:
A medida é resultado da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o pagamento do Auxílio Emergencial. O benefício, criado para socorrer famílias em situação de vulnerabilidade durante a crise sanitária, foi pago em larga escala, mas identificou-se que milhares de pessoas receberam sem preencher os pré-requisitos.
Entre as principais irregularidades encontradas, destacam-se:
Minas Gerais acumula quase 12% de todas as notificações nacionais, ficando atrás apenas de São Paulo, que lidera em número de casos.
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A notificação de devolução do Auxílio Emergencial é enviada por diferentes canais oficiais, como SMS, WhatsApp, e-mail e pelo aplicativo Notifica. Quem recebe a mensagem tem até 60 dias para regularizar os valores indevidos.
O sistema Vejae é o canal oficial para quitação, oferecendo possibilidade de:
Segundo o governo federal, essas facilidades visam garantir que as famílias consigam restituir os valores sem comprometer completamente sua renda mensal.
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O não pagamento dos valores apontados resultará na inclusão do nome do devedor na Dívida Ativa da União e no cadastro Cadin. Além disso, o CPF pode ser negativado, aumentando dificuldades para realizar financiamentos, empréstimos ou participar de programas sociais no futuro.
Em situações extremas, a cobrança pode se transformar em execução fiscal, o que gera custos adicionais e dor de cabeça para quem posterga a resolução.
Dados atualizados revelam como a cobrança está distribuída pelo território brasileiro:
| Estado | Famílias notificadas | Total a devolver |
|---|---|---|
| São Paulo | 55.251 | R$ 155 milhões |
| Minas Gerais | 21.186 | R$ 56,6 milhões |
| Rio de Janeiro | 13.266 | R$ 35,5 milhões |
| Paraná | 13.259 | R$ 35,9 milhões |
| Santa Catarina | 9.680 | R$ 26,7 milhões |
| Rio Grande do Sul | 8.762 | R$ 24,2 milhões |
| Bahia | 7.349 | R$ 18,4 milhões |
| Goiás | 6.304 | R$ 16,6 milhões |
| Pará | 4.968 | R$ 12,8 milhões |
| Espírito Santo | 4.398 | R$ 11,6 milhões |
Somando todas as notificações, mais de R$ 478 milhões estão sendo cobrados de 177 mil famílias. O número pode aumentar conforme novas análises de dados ou recursos de cidadãos identificados posteriormente.
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O aumento do rigor na fiscalização das devoluções do Auxílio Emergencial demonstra como o governo intensifica o controle sobre recursos públicos em 2025. A situação serve de alerta para que beneficiários estejam atentos à regularidade das informações prestadas aos órgãos oficiais e cumpram as regras vigentes para evitar complicações financeiras e burocráticas.
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Famílias que receberam indevidamente o benefício, como aquelas com emprego formal, renda acima do permitido ou pagamentos duplicados.
O valor mínimo por parcela é de R$ 50, facilitando o pagamento para as famílias notificadas.
São aceitos PIX, cartão de crédito e boletos bancários para quitação pelo sistema oficial Vejae.
O nome do devedor pode ser incluído na Dívida Ativa da União, no Cadin, e seu CPF negativado, dificultando financiamentos e acesso a programas sociais.
Sim, é possível parcelar em até 60 vezes sem cobrança de juros ou multas, garantindo maior facilidade para o pagamento.