A inflação oficial do Brasil avançou com força em setembro de 2025, atingindo 0,48% após registrar uma leve deflação em agosto. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para o controle inflacionário do país, foi impulsionado especialmente pelo aumento nos preços da energia elétrica. Os dados foram confirmados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o novo resultado, o IPCA acumula uma alta de 3,64% no ano e chega a 5,17% nos últimos 12 meses, já superando a marca registrada em setembro passado, quando ficou em 0,44%. Entenda, a seguir, de onde veio essa pressão e quais os impactos no orçamento das famílias brasileiras.
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O protagonismo da energia elétrica na alta do IPCA roubou a cena neste mês. O reajuste tarifário em várias regiões fez com que o grupo Habitação registrasse uma das maiores contribuições no resultado geral. Além disso, outros itens essenciais também tiveram papel relevante na conta final de setembro.
Na tabela a seguir, veja um resumo dos principais grupos e suas variações (%):
| Grupo | Variação mensal (%) |
|---|---|
| Habitação | +0,90 |
| Alimentação e bebidas | +0,35 |
| Transportes | +0,27 |
| Saúde e cuidados pessoais | +0,16 |
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O avanço dos preços afeta diferentes perfis de consumidores, mas pesa especialmente para as famílias de baixa renda, que desembolsam parcela ainda maior do salário em contas básicas, como energia e alimentação.
Segundo especialistas, o retorno das bandeiras tarifárias nas faturas de luz e a pressão sobre alimentos frescos exigem um planejamento financeiro mais cuidadoso. A expectativa do mercado, refletida no boletim Focus do Banco Central, é de que a inflação continue pressionada até o fim do ano, tornando vital o monitoramento constante das despesas domésticas.
Para o último trimestre de 2025, economistas projetam que o IPCA possa desacelerar, caso não haja novos choques em energia ou alimentos. Porém, eventuais mudanças no clima, como estiagens prolongadas, ou novas altas nas tarifas de energia podem reposicionar as projeções para cima.
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O Banco Central segue atento, podendo ajustar a política de juros para segurar repasses inflacionários, caso o índice siga acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional. Fique atento às atualizações no site do IBGE para acompanhar as novas divulgações dos dados de inflação.
As famílias brasileiras precisam lidar com o avanço da inflação em setembro de 2025, principalmente sentindo no bolso o peso da alta na conta de luz e nos alimentos essenciais. Manter controle sobre as finanças será fundamental nesse cenário de pressão inflacionária. Se você busca mais informações sobre economia e quer ficar por dentro dos próximos indicadores, inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos diretamente em seu e-mail.
O reajuste da energia elétrica encarece o custo da habitação, que é um dos principais itens do IPCA, contribuindo para o aumento geral do índice de inflação.
Os principais grupos que impactam a inflação são Habitação, Alimentação e Bebidas, e Transportes, pois incluem gastos essenciais para as famílias.
Famílias de baixa renda destinam uma parcela maior do orçamento para itens essenciais como energia e alimentos, tornando a alta de preços nesses setores mais impactante para elas.
O Banco Central pode ajustar a taxa de juros para conter a alta dos preços, influenciando o crédito e o consumo para tentar pressionar a inflação para baixo.
Mudanças climáticas como estiagens e novos reajustes na energia elétrica podem aumentar a inflação, alterando as projeções para o último trimestre de 2025.