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MEI poderá quitar dívidas em até 60 vezes com desconto em multas, diz novo projeto

Eduardo Guerra em 7 de outubro de 2025 às 14:23

Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão parcelar dívidas tributárias em até 60 vezes, com a possibilidade de obter descontos em multas e encargos, segundo proposta aprovada pela Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 131/2024 traz novas condições para a regularização de débitos junto à Receita Federal, estados e municípios, visando dar fôlego financeiro a pequenos negócios que enfrentam dificuldades para se manter adimplentes.

O texto, que ainda depende de análises em outras comissões da Câmara antes de seguir ao Plenário, promete transformar a forma como os microempreendedores lidam com obrigações tributárias. No conteúdo a seguir você encontrará os detalhes sobre regras para adesão, critérios de parcelamento e razões para a iniciativa representar um marco no ambiente de negócios brasileiro. Siga na leitura e saiba tudo sobre o novo parcelamento de dívidas para MEI.

Como funcionará o novo parcelamento de dívidas para MEI

O projeto aprovado estabelece uma política de renegociação específica para MEIs com débitos em atraso. Segundo o texto, o parcelamento poderá ser feito em até 60 prestações mensais, trazendo mais flexibilidade ao pagamento e à regularização cadastral do microempreendedor.

Regras e condições para o parcelamento

De acordo com as regras propostas, o valor mínimo de cada parcela não poderá ser inferior a 5% do salário mínimo vigente, o que atualmente corresponde a aproximadamente R$ 75,90. A primeira prestação precisa ser quitada imediatamente ao fechar o acordo, oferecendo um compromisso inicial já no momento da adesão.

Os encargos serão atualizados pela taxa Selic para garantir correção monetária. A proposta ainda autoriza o governo federal, estados e municípios a concederem descontos sobre multas, juros e encargos legais, o que poderá ser regulamentado por cada esfera conforme critérios próprios.

Confira um resumo das principais regras:

  • Parcelamento em até 60 vezes;
  • Valor mínimo por parcela: 5% do salário mínimo;
  • Correção pela Selic;
  • Descontos potenciais em multas e juros;
  • Primeira parcela obrigatória no ato da negociação.

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Prazos de adesão e funcionamento do acordo

Para solicitar o parcelamento, o MEI deverá procurar a Receita Federal ou a secretaria de fazenda responsável no seu estado ou município. O prazo máximo para a formalização do acordo é de 60 dias após o pedido de adesão. Caso não haja quitação de três parcelas seguidas ou seis alternadas durante o acordo, o benefício será automaticamente cancelado.

Nova chance para MEIs inadimplentes

Se o microempreendedor perder o acordo por inadimplência, será possível solicitar nova renegociação, desde que comprove incapacidade de pagamento e apresente um plano de regularização atualizado. A estratégia busca evitar o fechamento de negócios durante períodos de dificuldade, mas exige compromisso constante do empreendedor para manter o benefício.

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Importância do projeto para os MEIs brasileiros

O relator do PLP nº 131/2024, deputado Beto Richa (PSDB-PR), afirma que o projeto representa uma via de equilíbrio entre a necessidade de arrecadação fiscal do Estado e a sobrevivência dos pequenos negócios. Muitos MEIs acabam acumulando débitos por dificuldades econômicas, e a chance de parcelar as dívidas com desconto facilita a permanência desses profissionais no mercado.

A medida, além de promover a regularização e evitar o cancelamento do CNPJ de milhões de microempreendedores, também estimula a formalização de trabalhadores autônomos, reduzindo o medo das obrigações tributárias. Atualmente, o Brasil conta com mais de 15 milhões de MEIs ativos, responsáveis por movimentar economias locais e gerar milhares de empregos indiretos.

O caminho do projeto até tornar-se lei

O PLP nº 131/2024 ainda precisa passar pelas Comissões de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na Câmara dos Deputados. Posteriormente, será votado em Plenário e, se aprovado, segue ao Senado Federal antes da sanção presidencial.

A expectativa é de que a proposta traga mais previsibilidade e respaldo para os microempreendedores, tornando a regularização de débitos menos onerosa e menos burocrática, fortalecendo o ambiente de negócios no país.

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O parcelamento de dívidas para MEI cria novas oportunidades para que pequenos negócios possam respirar, empreender e se desenvolver de forma mais sustentável, mesmo diante de dificuldades financeiras. Com regras transparentes e flexíveis, o projeto sinaliza um avanço importante na proteção desse público.

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Perguntas frequentes

Quais órgãos são responsáveis por aprovar o parcelamento de dívidas para MEIs?

O Projeto de Lei Complementar nº 131/2024 está em análise na Câmara dos Deputados, passando pelas comissões de Finanças, Tributação e Constituição e Justiça, antes de ir ao Senado Federal e à sanção presidencial.

Qual é o valor mínimo para cada parcela no parcelamento de dívidas para MEI?

Cada parcela deverá ter valor mínimo equivalente a 5% do salário mínimo vigente, que atualmente é cerca de R$ 75,90.

O que acontece se o MEI deixar de pagar três parcelas consecutivas do acordo?

Se o MEI não quitar três parcelas consecutivas ou seis alternadas, o benefício do parcelamento é automaticamente cancelado.

Existe possibilidade de nova renegociação caso o acordo seja cancelado?

Sim, o MEI pode solicitar nova renegociação desde que comprove incapacidade de pagamento e apresente um plano atualizado para regularização.

Como é feita a atualização dos valores do parcelamento?

Os débitos serão corrigidos pela taxa Selic, garantindo a atualização monetária dos valores durante o parcelamento.

Onde o MEI deve procurar para solicitar o parcelamento das dívidas?

O MEI deve procurar a Receita Federal ou a secretaria de fazenda do seu estado ou município para solicitar o parcelamento.

Eduardo Guerra

Eduardo Guerra é especialista em finanças pessoais e crédito no Brasil, com foco em SEO e conteúdo YMYL. Atua há mais de 7 anos na criação e otimização de conteúdos sobre empréstimo consignado, FGTS, INSS, salário mínimo, crédito para negativados e educação financeira, trabalhando diretamente com fintechs e empresas do setor financeiro. Atualmente, é responsável por estratégias de conteúdo e SEO em projetos voltados para produtos financeiros, sempre com foco em clareza, responsabilidade e informação acessível ao consumidor.

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