Circularam por redes sociais e aplicativos de mensagens informações que afirmam o retorno do horário de verão no Brasil em 2025. A notícia, porém, é falsa: não há confirmação oficial do governo federal, nem previsão concreta para a volta da medida nos próximos meses. O Ministério de Minas e Energia (MME) reforçou que, no momento, não existe necessidade técnica que justifique a reintrodução do ajuste nos relógios em 2025.
Esta reportagem traz detalhes sobre a origem da mensagem falsa, a posição atual do governo em relação à política de ajuste de horários, as vantagens e desvantagens associadas ao horário de verão e os cenários discutidos para um possível retorno do programa a partir de 2026. Fique bem informado antes de compartilhar conteúdos duvidosos e compreenda o que está em debate.
O que você vai ler neste artigo:
O boato digital ganhou força ao detalhar datas e regiões supostamente afetadas, apontando a adoção do horário de verão nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste entre 16 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026. Além disso, a mensagem justificava a medida como necessária para aliviar a demanda de energia e estimular setores do comércio e turismo. No entanto, o conteúdo não cita fonte confiável ou nota oficial.
O Ministério de Minas e Energia reagiu de forma rápida, esclarecendo à imprensa que nenhum decreto ou nova análise determinou a volta do horário de verão. Conforme o órgão, as reservas de energia e projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) garantem fornecimento suficiente mesmo nos horários de pico. Qualquer mudança futura, ressaltou o governo, será precedida de estudos técnicos e amplo debate público.
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O Brasil adotou o horário de verão por décadas, adiantando os relógios em uma hora durante os meses mais quentes. A ação visava aproveitar melhor a luz do sol e reduzir o consumo de energia, especialmente durante o início das noites. A prática foi oficialmente suspensa em 2019, após avaliações técnicas indicarem perda de eficiência devido ao aumento do consumo de aparelhos como ar-condicionado.
Atualmente, o perfil de consumo de energia mudou: a iluminação, que antes era a principal demanda, perdeu espaço para o ar-condicionado, cujo uso aumenta justamente nos fins de tarde mais quentes, anulando o benefício esperado da troca de horário. Os estudos do ONS e do MME mostram que a economia obtida é, hoje, praticamente nula ou até negativa.
Apesar da suspensão, o tema volta e meia surge no debate público, especialmente por parte do comércio, turismo e setores do lazer, que alegam ganhos econômicos com as tardes mais longas. Confira, a seguir, os principais prós e contras levantados por especialistas:
Apesar da negativa do governo para 2025, o debate sobre políticas de ajuste temporal segue ativo no Congresso Nacional. Em setembro de 2025, um projeto de lei foi aprovado na Comissão de Minas e Energia da Câmara para proibir a adoção do horário de verão no país, exceto em situações de emergência energética. A proposta agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e, só depois, ao plenário da Câmara e ao Senado.
O governo federal sinaliza que qualquer decisão sobre a retomada da medida estará amparada em dados atualizados sobre oferta e demanda do setor elétrico brasileiro. Por enquanto, a perspectiva é de que o horário de verão permaneça suspenso, mas ajustes podem ser debatidos se houver necessidade, especialmente diante de uma eventual crise no fornecimento de energia.
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Em meio às incertezas, compartilhar informações oficiais e checadas é fundamental para evitar confusão ou ruídos que prejudiquem o entendimento da população sobre temas de impacto nacional como o horário de verão.
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Os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste eram os principais afetados pela adoção do horário de verão no Brasil.
Os setores de comércio, turismo, bares e restaurantes defendem o retorno do horário de verão pela possibilidade de ampliar o horário de funcionamento e estimular a economia.
Porque o consumo de energia com ar-condicionado ocorre nos horários de maior calor, geralmente no fim da tarde, cancelando a economia gerada pela maior luz natural no período.
Não. O Ministério de Minas e Energia afirmou que não há previsão nem necessidade técnica para o retorno do horário de verão em 2025.
É importante verificar fontes oficiais e aguardar comunicados do governo antes de compartilhar notícias sobre o horário de verão para evitar a disseminação de fake news.