O mercado segurador começa a contabilizar o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul. O indicador de sinistralidade, que agrega os valores que as seguradoras terão de pagar em indenizações, saltou de 42,1%, em abril, para 66,1%, em maio. Os dados são do relatório Síntese Mensal, divulgado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). De acordo com a autarquia, o aumento na média nacional ocorre no mesmo mês em que foi declarado estado de calamidade pública em diversos municípios do Rio Grande do Sul.
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Em um recorte estadual, observa-se que, no Rio Grande do Sul, os valores de sinistros diretos no segmento de danos totalizaram R$ 1,69 bilhão em maio de 2024, alta de 192,5% em relação a abril, quando o montante foi de R$ 580 milhões. O último levantamento realizado pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) mostra que as seguradoras do país acumulam mais de R$ 3,88 bilhões em pedidos de indenizações relacionados à tragédia climática do Rio Grande do Sul.
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O relatório destaca que a arrecadação total do setor, nos primeiros cinco meses do ano, foi de R$ 174,54 bilhões, crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2023. Por outro lado, os valores que retornaram à sociedade totalizaram R$ 99,12 bilhões, sendo que R$ 22,58 bilhões foram somente em maio.
Os segmentos de seguros de danos e pessoas, excluindo-se o VGBL, tiveram uma arrecadação de R$ 81,47 bilhões, alta de 11,47% frente ao mesmo período de 2023, quando a arrecadação foi de R$ 73,09 bilhões. Já os seguros de danos tiveram crescimento de 8,5% na arrecadação de prêmios na comparação do acumulado até maio de 2024 com o mesmo período de 2023.
O documento informa ainda que, nos seguros de pessoas, o seguro de vida alcançou em maio de 2024 o montante acumulado de R$ 13,64 bilhões, obtendo crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2023.
As enchentes no Rio Grande do Sul colocam em evidência os desafios enfrentados pelo setor de seguros no Brasil. A necessidade de cobertura para eventos climáticos extremos se torna cada vez mais evidente, exigindo das seguradoras uma maior preparação e capacidade de resposta.
Além disso, o aumento das indenizações pode impactar diretamente a rentabilidade das empresas seguradoras. A gestão de riscos e a precificação adequada dos seguros serão fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor.
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O impacto das enchentes no Rio Grande do Sul no setor de seguros é significativo, refletindo-se no aumento das indenizações e na necessidade de maior preparo por parte das seguradoras. Para mais informações e atualizações sobre o mercado segurador, inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias.
As enchentes no Rio Grande do Sul resultaram em sinistros diretos no valor de R$ 1,69 bilhão em maio de 2024, um aumento de 192,5% em relação a abril.
A sinistralidade do setor de seguros subiu de 42,1% em abril para 66,1% em maio devido ao aumento das indenizações relacionadas às enchentes.
A arrecadação total do setor de seguros foi de R$ 174,54 bilhões, um crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2023.
Os principais desafios incluem a necessidade de maior preparação para eventos climáticos extremos, gestão de riscos eficiente e precificação adequada dos seguros para garantir a sustentabilidade do setor.
O seguro de vida alcançou um montante acumulado de R$ 13,64 bilhões em maio de 2024, com um crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2023.