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Haddad aposta em queda dos juros em breve e vislumbra 2026 mais positivo

Info Financeira em 23 de setembro de 2025 às 10:05

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (22), em São Paulo, que vê espaço para uma queda consistente e sustentável dos juros no Brasil, sinalizando otimismo quanto à recuperação econômica e apostando num 2026 mais favorável para o país. Apesar de não cravar datas, Haddad ressaltou que, com os atuais indicadores econômicos, espera melhora substantiva já no próximo ano.

No evento Macro Day, organizado pelo BTG Pactual, o ministro destacou que o câmbio controlado, o recuo da inflação e os ajustes fiscais em andamento criam o cenário para uma mudança positiva no ambiente de crédito. Nesta notícia, você entende as declarações do ministro, o contexto econômico atual, as justificativas para a manutenção da Selic e o que esperar para o futuro próximo. Continue lendo para conferir os principais pontos do pronunciamento de Haddad e seus impactos nas decisões do Banco Central e do governo federal.

Juros em alta: o panorama do momento

Atualmente, o Brasil mantém a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, de acordo com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciada na semana passada. O principal argumento para a manutenção desse patamar elevado está no cenário internacional incerto e nas dinâmicas econômicas dos Estados Unidos, conforme publicado na ata do Copom. Taxas mais altas encarecem o crédito, restringem o consumo e ajudam a controlar a inflação, embora também desacelerem o crescimento econômico.

A inflação, por sua vez, mostra sinais de arrefecimento nos últimos meses, o que, para Haddad, pode abrir caminho para o início de cortes nas taxas. “Acho que os juros vão começar a cair e vão cair de forma consistente e sustentável”, afirmou. A possível redução dos juros tem impacto direto no custo do financiamento para empresas, famílias e no ritmo da economia.

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Fatores internos e o papel do arcabouço fiscal

Durante sua exposição no Macro Day, Haddad fez questão de ressaltar que os juros altos não se justificam apenas pelo quadro fiscal brasileiro. “Existem outras coisas que explicam o juro no Brasil. Muitas outras coisas. O fiscal é muito importante, mas não é a única explicação para esse patamar de juros”, declarou, chamando atenção para variáveis como riscos externos, condições do mercado de crédito e até questões regulatórias.

Discussão sobre o fortalecimento fiscal

O ministro aproveitou para realçar o papel do Congresso Nacional e do Judiciário na consolidação das atuais regras fiscais. Segundo Haddad, o fortalecimento do chamado arcabouço fiscal exige mais do que boa vontade do Executivo: é necessário diálogo e articulação política para ajustes – medida que considera fundamental para garantir sustentabilidade a longo prazo nas contas públicas.

Otimismo para 2026 e expectativas do governo

De olho no médio prazo, Haddad acredita que a retomada virá principalmente a partir do próximo ano, vislumbrando um cenário ainda mais positivo para 2026. “As coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem. E eu acho que vai ser uma trajetória sustentável”, projetou o ministro, reforçando o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal e a estabilidade macroeconômica.

A avaliação otimista repercute na estratégia do governo federal, que busca um ambiente econômico favorável para retomada de investimentos e melhoria das condições sociais. O discurso também mira o investidor nacional e internacional, reforçando compromisso institucional e abertura para o diálogo político na condução econômica.

Por ora, o mercado segue atento às movimentações do Banco Central e aos próximos indicadores de inflação, cujos resultados serão determinantes para a definição dos rumos da Selic e para a concretização das expectativas traçadas pelo ministro.

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A expectativa pela queda dos juros no Brasil em 2025 movimenta a agenda econômica e traz uma dose de otimismo tanto para investidores quanto para o setor produtivo. A sinalização de Haddad evidencia que o governo busca ajustar as engrenagens econômicas para garantir crescimento sustentável a médio e longo prazo.

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Perguntas frequentes

Quais são os principais fatores que mantêm a Selic em patamar elevado atualmente?

Além do quadro fiscal, fatores como riscos externos, a dinâmica econômica internacional, sobretudo nos Estados Unidos, e condições regulatórias influenciam a manutenção da Selic em níveis altos.

Como a taxa Selic impacta o crédito para empresas e famílias?

Taxas altas, como a atual Selic de 15%, encarecem o custo do crédito, o que restringe o consumo e a realização de investimentos, influenciando diretamente a atividade econômica.

Por que o fortalecimento do arcabouço fiscal é importante para a economia brasileira?

Um arcabouço fiscal sólido promove sustentabilidade nas contas públicas, reduz riscos econômicos e cria ambiente confiável para investimentos e crescimento econômico a longo prazo.

Como o Banco Central utiliza a taxa Selic para controlar a inflação?

Ao elevar a Selic, o Banco Central torna empréstimos mais caros, reduzindo o consumo e, consequentemente, a pressão inflacionária; ao baixar a Selic, estimula a economia, mas pode aumentar a inflação.

Quais são as expectativas do mercado para a Selic em 2025 segundo o ministro da Fazenda?

O ministro Fernando Haddad sinaliza que a Selic poderá começar a cair de forma consistente e sustentável em 2025, promovendo um ambiente econômico mais favorável e estimulando o crescimento.

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