As enchentes no Rio Grande do Sul pegaram muitos produtores rurais de surpresa. Muitos perderam grande parte de suas lavouras, animais, máquinas, veículos e estruturas nas propriedades. E, infelizmente, este não será o último desastre climático a afetar o agronegócio. Por isso, muitos produtores estão buscando a cobertura de um seguro rural. Embora a procura tenha aumentado, a fatia dos negócios cobertos ainda é muito pequena.
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“Para 2024, esperamos um aumento da demanda, especialmente após os episódios de seca e chuva que temos tido nas últimas três safras em diversas regiões do país e, particularmente, com os tristes eventos recentes no Rio Grande do Sul”, afirma Paulo Hora, superintendente técnico de resseguro e produtos de agronegócios da Brasilseg, empresa do BB Seguros.
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Segundo dados do Banco do Brasil (BB), nos últimos três anos, entre 2020 e 2023, a procura pelo seguro rural no país aumentou 142%, bem acima de seguros como vida, auto e patrimonial. Na Sompo, a carteira de Seguro Agrícola cresceu 81% somente de janeiro a abril de 2024 em comparação com o mesmo período do ano passado.
“A queda nos preços das commodities, as sucessivas perdas por conta de eventos climáticos adversos, o aumento no custo de insumos e a queda nas receitas estão entre os principais fatores que têm pressionado as margens dos produtores”, diz Felipe Prado Ribeiro, diretor técnico responsável pelas áreas de equipamentos, linhas de financiamento, responsabilidade civil e produtos da agricultura da Sompo. Apesar disso, as estimativas são de que apenas 10% a 15% das fazendas do país sejam seguradas, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
“Já nos Estados Unidos, por exemplo, o seguro rural é largamente utilizado”, analisa Ribeiro. Esta diferença destaca a necessidade de maior conscientização e adesão ao seguro rural no Brasil.
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Desastres são um desafio em todo o mundo. Hora declara que “os fenômenos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes” e “não são uma particularidade do Brasil”, mas sim um desafio global. “Nosso país, em especial, tem o agro como um dos pilares da economia e precisa ampliar mais a área de cobertura. Gerenciar perdas e estar financeiramente resguardado é uma questão de sobrevivência”, diz o superintendente.
Hora também destaca que “não existe política agrícola robusta sem estratégias de mitigação e transferência de risco, com seguro rural forte.”
O cenário de mudanças climáticas e desastres naturais exige que produtores rurais estejam preparados e protegidos financeiramente. O seguro rural não é apenas uma medida de precaução, mas uma necessidade para garantir a continuidade das atividades agrícolas e a estabilidade econômica do setor.
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O seguro rural pode cobrir perdas de lavouras, animais, máquinas, veículos e estruturas nas propriedades devido a desastres naturais.
O seguro rural é importante para proteger financeiramente os produtores rurais contra perdas causadas por eventos climáticos adversos, garantindo a continuidade das atividades agrícolas.
Para contratar um seguro rural, o produtor deve procurar uma seguradora que ofereça esse tipo de cobertura e avaliar as opções de apólices disponíveis, considerando as necessidades específicas de sua propriedade.
Os desafios incluem a baixa adesão dos produtores, a necessidade de maior conscientização e a implementação de políticas agrícolas robustas que incluam estratégias de mitigação e transferência de risco.
Ao proteger os produtores contra perdas financeiras significativas, o seguro rural ajuda a garantir a continuidade das operações agrícolas e a estabilidade econômica do setor, que é um dos pilares da economia brasileira.