O mercado de corretoras de seguros no Brasil está em plena expansão, impulsionado principalmente por fusões e aquisições. Com a desaceleração do PIB e a queda nos preços internacionais de seguros patrimoniais, as corretoras buscam estratégias alternativas para sustentar suas receitas. Entre essas estratégias, as fusões e aquisições se destacam como a principal escolha, especialmente para corretoras apoiadas por private equity.
O que você vai ler neste artigo:
O cenário econômico atual, marcado por incertezas políticas e econômicas, não impede que o setor de seguros continue atrativo. Isso se deve à sua subpenetração no mercado brasileiro, que oferece oportunidades em setores como infraestrutura, turismo, portos, aeroportos e energia renovável.
As fusões e aquisições são vistas como uma maneira eficaz de gerar valor aos acionistas e sustentar o crescimento das corretoras. Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil, destaca a importância da concorrência como um estímulo à inovação. Ela projeta 2026 como um ano de expansão tecnológica e seletiva em fusões e aquisições, considerando um gap de proteção de seguros superior a 90% no país.
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Com presença em 130 países e líder global há 15 anos, a Marsh Brasil completa 70 anos de atuação em 2025. A empresa registrou crescimento de dois dígitos no primeiro semestre, impulsionado por soluções customizadas e consultoria de risco em mais de 35 práticas e especialidades.
A estratégia regional da Marsh inclui ampliar a presença em mercados estratégicos, investir em tecnologia, como a plataforma de IA Sentrisk, e lançar produtos em áreas como cibersegurança, riscos climáticos, garantias e saúde para PMEs.
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A Gallagher, por sua vez, combina contratações de especialistas e aquisições para diversificar seu portfólio e expandir sua presença. No Brasil, já incorporou o Grupo Interbrok e o Grupo Case, ampliando sua capilaridade em benefícios e saúde.
Luiz Araripe, gerente nacional da Gallagher, destaca que o Brasil é um pilar na estratégia latino-americana da empresa, com um crescimento orgânico de 30% ao ano, fortalecendo o atendimento a clientes globais e regionais.
Para Eduardo Takahashi, CEO da WTW Brasil, o mercado regional oferece oportunidades em nichos especializados, como agronegócio, infraestrutura, energia, aviação e PMEs. A empresa adota uma avaliação criteriosa para aquisições e mantém o Willis Network, uma rede de corretores parceiros com suporte operacional e tecnológico.
O foco da WTW é aliar expansão seletiva a investimentos em tecnologia, capital humano e inteligência de dados, mantendo um crescimento orgânico de dois dígitos.
A MDS, com 15 aquisições em sete anos, mescla crescimento orgânico e inorgânico. Já a Alper Seguros, sob o comando de Marcos Couto, tem uma estratégia agressiva de crescimento, impulsionada pelo fundo de private equity Warburg Pincus.
Por outro lado, a Acrisure Brasil, anteriormente It’sSeg, exemplifica o avanço dos fundos de private equity no país, com planos de IPO global.
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Enquanto isso, as mais de 120 mil corretoras brasileiras se movimentam, com algumas se tornando alvo de investidores e outras aderindo ao modelo de MGA ou assessorias para ampliar suas operações.
Em resumo, o mercado de corretoras de seguros no Brasil está em ebulição, com fusões e aquisições como protagonistas desse movimento. Para os interessados em acompanhar de perto essas mudanças e receber mais conteúdos como este, não deixe de se inscrever em nossa newsletter!
As fusões e aquisições no setor de corretoras são impulsionadas pela necessidade de sustentar receitas em um cenário de desaceleração econômica e pela busca de inovação e crescimento tecnológico.
A Marsh Brasil lidera o mercado através de crescimento em dois dígitos, soluções customizadas, consultoria de risco, e investimentos em tecnologia como a plataforma de IA Sentrisk.
A Gallagher está expandindo no Brasil por meio de contratações de especialistas e aquisições, como a incorporação do Grupo Interbrok e do Grupo Case, diversificando seu portfólio e aumentando sua presença no mercado.
O mercado brasileiro oferece oportunidades em setores subpenetrados como infraestrutura, turismo, portos, aeroportos e energia renovável, além de nichos especializados como agronegócio e aviação.
Corretoras como a WTW Brasil estão investindo em tecnologia, capital humano e inteligência de dados para promover crescimento orgânico e inovações no setor de seguros.