A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1599/25, proposto pelo deputado Marx Beltrão (PP-AL) e outros parlamentares, que institui o programa Emprega Turismo. O objetivo é facilitar a contratação formal de beneficiários do Bolsa Família no setor turístico, sem que percam o benefício nos primeiros dois anos de contrato.
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O Emprega Turismo visa reduzir a informalidade no mercado de trabalho e estimular o emprego no setor turístico. De acordo com a proposta, os beneficiários do Bolsa Família poderão manter o benefício por até dois anos, desde que o salário não ultrapasse o limite per capita do programa, atualmente em R$ 218.
Para continuar recebendo o Bolsa Família, os trabalhadores devem cumprir certas condições, como seguir o calendário nacional de vacinação e garantir o acompanhamento nutricional de crianças até sete anos. Se a renda familiar por pessoa voltar a ser de até R$ 218, o beneficiário poderá retornar ao programa em até 36 meses.
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O programa tem como diretrizes o incentivo à mão de obra local e a capacitação profissional, em parceria com instituições do Sistema S, que oferecem serviços de interesse público. As empresas participantes terão benefícios, como a redução de 50% na contribuição patronal sobre a folha de pagamento por 24 meses e prioridade em linhas de crédito com taxas reduzidas.
O deputado Marx Beltrão destacou que o Emprega Turismo é uma política pública que une o fomento ao turismo, geração de empregos formais e inclusão social. Já o relator do projeto, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), ressaltou a importância de promover o acesso ao trabalho formal sem comprometer a proteção social dos beneficiários.
Ramos propôs limitar a participação no Emprega Turismo aos beneficiários do Bolsa Família já inscritos até a promulgação da lei, evitando a expansão descontrolada do programa. A fiscalização ficará a cargo dos ministérios do Turismo e da Cidadania, assegurando que o programa seja executado de maneira responsável e equitativa.
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O projeto ainda precisa passar por análise conclusiva nas comissões de Turismo, Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, Finanças e Tributação, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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Beneficiários do Bolsa Família que estejam dentro dos critérios de renda e que já estejam inscritos até a promulgação da lei.
As empresas têm redução de 50% na contribuição patronal sobre a folha de pagamento por 24 meses e prioridade em linhas de crédito com taxas reduzidas.
O programa promove a capacitação profissional em parceria com instituições do Sistema S, que oferecem serviços de interesse público.
Os ministérios são responsáveis pela fiscalização do programa, garantindo que ele seja executado de maneira responsável e equitativa.
O projeto precisa ser analisado por diversas comissões, como as de Turismo, Previdência, Finanças e Constituição, antes de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.