O senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi nomeado para presidir a comissão mista que avaliará a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que busca atualizar a tributação de investimentos, incluindo criptomoedas. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) será o relator.
A proposta visa modernizar a taxação, estabelecendo alíquotas entre 15% e 22,5% sobre os ganhos com criptomoedas e alterando a isenção atual para investimentos de até R$ 35 mil, que passariam a ter uma alíquota fixa de 17,5%. Essa mudança faz parte da estratégia do governo para aumentar a arrecadação e pode gerar resistência entre empresas de tecnologia e usuários de criptoativos, que temem impactos negativos no mercado e desejam maior autonomia na criptoeconomia.
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De acordo com a Presidência da República, autora da MP, o objetivo é modernizar os mecanismos de taxação sobre ativos digitais e demais investimentos financeiros. Caso aprovada, a medida tributária estabelecerá alíquotas entre 15% e 22,5% sobre os ganhos obtidos com criptomoedas — um movimento que visa ajustar o arcabouço regulatório ao crescimento do mercado cripto no Brasil.
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Atualmente, investimentos em ativos digitais com movimentações de até R$ 35 mil estão isentos de impostos. Há cobrança de 15% para ganhos que ultrapassem até R$ 5 milhões. A MP propõe alterar esse panorama, sugerindo que investidores antes isentos passem a pagar uma alíquota fixa de 17,5%, independentemente do volume investido.
Essa atualização surge no contexto da busca do governo por novas fontes de arrecadação, principalmente após reações negativas em relação à alíquota do IOF. Renan Calheiros tem ganhado destaque recente no debate sobre regulamentação das criptomoedas, embora tenha demonstrado desconhecimento da temática em 2021, quando confundiu termos relacionados a bitcoin durante a Comissão Parlamentar de Inquérito da COVID-19. Já o deputado Carlos Zarattini é conhecido por seu engajamento em temas econômicos e tributários.
Setores diretamente afetados, como empresas de tecnologia e exchanges de criptomoedas, devem pressionar contra a aprovação da MP, preocupados com impactos financeiros e operacionais. O mercado de blockchain no Brasil, que tem buscado autorregulação e um ambiente regulatório mais flexível, vê na proposta um potencial complicador para a inovação.
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Além disso, uma parcela significativa dos usuários de criptoativos defende maior autonomia e menor intervenção estatal na criptoeconomia, o que pode influenciar o debate político e regulatório nos próximos meses.
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Renan Calheiros foi nomeado presidente da comissão mista que avaliará a MP 1.303/2025 sobre a tributação de criptomoedas.
O deputado Carlos Zarattini foi designado como relator da MP 1.303/2025.
As alíquotas propostas variam entre 15% e 22,5% sobre os ganhos com criptomoedas.
Investimentos que antes eram isentos de até R$ 35 mil passarão a ter uma alíquota fixa de 17,5%.
A MP enfrenta resistência de empresas de tecnologia e usuários de criptoativos, que temem impactos negativos no mercado e desejam maior autonomia.