Elie Horn, fundador da Cyrela, uma das maiores construtoras do Brasil, compartilha sua inspiradora jornada de vida, negócios e filantropia em seu novo livro, Tijolos do Bem. A obra, lançada pela editora Sêfer, tem como objetivo incentivar a prática da doação entre os leitores.
O que você vai ler neste artigo:
Uma das histórias mais marcantes do livro é o encontro entre Elie Horn e Roberto Setúbal, então presidente do banco Itaú, em 1993. Setúbal estava interessado em comprar um apartamento de Horn, mas achou o preço alto. Horn, por sua vez, fez uma proposta inusitada: Setúbal poderia pagar o valor que achasse justo e doar a diferença para caridade. Setúbal aceitou a proposta, comprou o apartamento e fez a doação.
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No prefácio, Roberto Setúbal destaca que o livro não é apenas a história de um empresário de sucesso, mas também uma reflexão sobre a importância da filantropia. Horn, que está prestes a completar 80 anos, decidiu escrever a obra para compartilhar exemplos de como fazer o bem pode impactar positivamente a vida de muitas pessoas.
A obra foi escrita por Sarita Mucinic Sarue, colega da comunidade judaica, a partir de mais de uma centena de depoimentos e reflexões colhidas em conversas com Horn ao longo dos últimos quatro anos.
Horn assumiu o compromisso de doar 60% de sua fortuna, começando ainda em vida. Esse compromisso exige a atuação de uma equipe de 20 a 25 funcionários, responsáveis pela escolha de projetos, logística dos repasses e governança. A palavra final na escolha dos projetos é sempre de Horn.
Entre os projetos apoiados por Horn estão o Instituto Liberta, que combate a exploração sexual de meninas, e a Escola de Dança Fernanda Bianchini, que ensina balé a crianças cegas. Ele também faz parte do Movimento Bem Maior, junto com empresários como Rubens Menin (MRV), Eugênio Mattar (Localiza) e o apresentador Luciano Huck, cujo objetivo é incentivar a classe empresarial a fazer doações.
Horn acredita que a disposição da classe empresarial para fazer doações ainda é tímida, mas vem aumentando. Ele é a favor da taxação de grandes fortunas, desde que o dinheiro seja destinado a causas sociais. ‘O que não pode é jogar o dinheiro fora’, observa.
O livro traz várias passagens da vida pessoal de Horn, nascido em Alepo, na Síria, em julho de 1944. Uma das histórias mais marcantes é a falência do pai, dono de lojas de tecidos, e a batida da polícia em sua casa para prender o pai e os irmãos mais velhos. A família ficou sem nada, mas conseguiu se reerguer com a ajuda de um genro.
Horn destaca a importância de contar com uma rede de apoio, algo que ficou evidente na trajetória de seu pai, que doou 100% de seu patrimônio a causas sociais após sua morte.
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Na obra, Horn reflete sobre o impacto do dinheiro na vida das pessoas: ‘O dinheiro corrompe o ser humano quando não se faz bom uso dele. O dinheiro pode ser maldito, quando mal direcionado, ou bendito se ajudar alguém a não morrer de fome’.
O livro ainda antecipa o que Horn quer que esteja escrito em sua lápide: ‘Esse homem tentou fazer o bem’.
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Elie Horn é o fundador da Cyrela, uma das maiores construtoras do Brasil, e é conhecido por seu trabalho filantrópico.
O objetivo do livro é compartilhar a jornada de vida e negócios de Elie Horn, além de incentivar a prática da doação entre os leitores.
O livro foi escrito por Sarita Mucinic Sarue, colega da comunidade judaica, com base em depoimentos e reflexões de Elie Horn.
Entre os projetos apoiados estão o Instituto Liberta, que combate a exploração sexual de meninas, e a Escola de Dança Fernanda Bianchini, que ensina balé a crianças cegas.
Elie Horn é a favor da taxação de grandes fortunas, desde que o dinheiro seja destinado a causas sociais.