O governo federal tomou medidas para adiar as concessões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como forma de conter os gastos com benefícios previdenciários e assistenciais. A decisão partiu da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, que orientaram o INSS a focar em revisões e apurações de irregularidades no segundo semestre de 2024.
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O objetivo principal era controlar o avanço dos gastos públicos em meio à restrição orçamentária. Em setembro, os requerimentos acumulados no INSS chegaram a 2,6 milhões. Representantes da Fazenda, Casa Civil, INSS e dos ministérios da Previdência, Planejamento e Gestão participaram das discussões.
O ex-ministro Carlos Lupi, que chefiava a Previdência à época, confirmou que a decisão veio do alto escalão. O governo priorizou a revisão de benefícios por incapacidade e reavaliações do BPC, em vez de acelerar novas concessões. Em julho, o governo precisava bloquear R$ 15 bilhões em despesas para cumprir a regra fiscal.
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Em setembro, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, deslocou 150 servidores para revisar benefícios. Embora o bônus pudesse ser aplicado em qualquer tipo de análise, a ordem era clara para priorizar revisões, o que se manteve até o fim do ano.
Apesar dos esforços, a economia gerada, de R$ 2,4 bilhões, ficou abaixo das expectativas. Cerca de 50% dos benefícios revisados foram considerados indevidos. Em fevereiro de 2025, diante do desgaste causado pela fila crescente, o governo voltou a discutir mudanças.
Apesar das críticas, a União negou qualquer represamento. Em nota, o Ministério da Previdência afirmou que “é absolutamente infundada a ideia de que o governo tenha, a qualquer pretexto e por qualquer expediente, represado a concessão de benefícios”.
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A lentidão nas análises contradiz o discurso oficial. A promessa de campanha de Lula, que previa a eliminação das filas, ainda está longe de ser cumprida.
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O adiamento visa controlar o avanço dos gastos públicos em meio à restrição orçamentária.
O governo priorizou revisões de benefícios por incapacidade e reavaliações do BPC, em vez de novas concessões.
A economia gerada foi de R$ 2,4 bilhões, mas ficou abaixo das expectativas.
Houve críticas à lentidão nas análises e contradições em relação às promessas de campanha.
O Ministério da Previdência negou qualquer represamento e afirmou que as alegações são infundadas.