A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2025 (1T25) trouxe surpresas tanto positivas quanto negativas para as empresas listadas na B3. Apesar das expectativas de desaceleração econômica devido aos juros elevados, o desempenho geral foi melhor do que o esperado.
O que você vai ler neste artigo:
De acordo com o Itaú BBA, a temporada foi “ligeiramente positiva”, com as empresas acompanhadas pelo Santander reportando um aumento de 14% na receita líquida em comparação ao mesmo período do ano anterior (1T24). Além disso, houve um crescimento de 9% no Ebitda e de 12% no lucro líquido.
O agronegócio e o setor de alimentos e bebidas lideraram o crescimento da receita líquida. O Ebitda das empresas voltadas ao mercado interno cresceu 12% em relação ao 1T24, embora em ritmo inferior ao trimestre anterior. Já os setores ligados a commodities apresentaram recuperação, com um aumento de 7% no Ebitda após uma retração de 7% no 4T24.
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Entre os destaques positivos do trimestre estão Bradesco (BBDC4), Direcional (DIRR3), Mercado Livre (MELI34), Motiva (MOTV3) e Totvs (TOTS3). O Bradesco, por exemplo, registrou um lucro líquido recorrente de R$ 5,9 bilhões, um aumento de 39% em relação ao ano anterior.
Por outro lado, RD Saúde (RADL3), Suzano (SUZB3), BB Seguridade (BBSE3), MRV Engenharia (MRVE3) e M Dias Branco (MDIA3) tiveram os piores desempenhos. A Suzano, por exemplo, teve um Ebitda ajustado 9% inferior às estimativas do Santander.
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A análise das teleconferências de resultados revelou um aumento na menção de termos como “desaceleração” e “incerteza”, especialmente em setores expostos ao comércio global. O uso da palavra “tarifa” também aumentou, refletindo as novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos em abril.
O setor de bens de capital e mineração foi o que mais contribuiu para o aumento das menções a “desaceleração” e “incerteza”. No entanto, a recuperação em setores como alimentos e bebidas sugere que algumas áreas ainda apresentam potencial de crescimento.
O BTG Pactual destacou que, apesar dos desafios, os resultados do 1T25 foram mais fortes que os do 4T24, embora ainda não tenham atingido os níveis do 3T24 e do 2T24.
Em suma, a temporada de resultados do 1T25 trouxe um panorama misto, com setores específicos mostrando forte recuperação enquanto outros enfrentam desafios significativos. Para continuar recebendo atualizações detalhadas sobre o mercado financeiro, inscreva-se em nossa newsletter!
Entre os destaques positivos estão Bradesco, Direcional, Mercado Livre, Motiva e Totvs, com Bradesco registrando um lucro líquido recorrente de R$ 5,9 bilhões.
RD Saúde, Suzano, BB Seguridade, MRV Engenharia e M Dias Branco apresentaram desempenhos abaixo do esperado.
O mercado expressou preocupações com desaceleração e incertezas, especialmente em setores expostos ao comércio global.
O agronegócio e o setor de alimentos e bebidas lideraram o crescimento da receita líquida no 1T25.
Apesar dos desafios, há potencial de crescimento em setores como alimentos e bebidas, embora a incerteza continue em outros setores.