As ações da Azul (AZUL4) registraram uma expressiva alta na tarde desta terça-feira (13), um dia antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2025. Os resultados serão apresentados na quarta-feira (14), antes da abertura do mercado. No pregão de hoje, AZUL4 fechou com um aumento de 10,85%, atingindo R$ 1,43.
É importante notar que a companhia aérea tem enfrentado desafios, com uma queda acumulada de mais de 58% no último mês e um recuo de 61% no ano. Esses números refletem, em parte, o resultado da oferta pública de ações preferenciais (follow-on) da Azul, parte de um esforço de reestruturação financeira. A operação arrecadou R$ 1,66 bilhão, com a emissão de 464 milhões de novas ações, elevando o capital social da empresa para R$ 7,13 bilhões.
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O BTG Pactual está otimista quanto ao desempenho da Azul no primeiro trimestre de 2025. A expectativa é de que a companhia aérea apresente melhorias sequenciais em seus números operacionais e financeiros, impulsionada pela forte demanda em sua malha aérea e avanços na gestão de passivos.
O BTG Pactual projeta um crescimento sólido de 14% em ASK (assentos por quilômetro), refletindo a capacidade adicional para atender à demanda robusta. A taxa de ocupação esperada é de 78% para o trimestre.
Financeiramente, o banco estima uma receita líquida consolidada de R$ 5,4 bilhões, um aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2024. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve alcançar R$ 1,5 bilhão, um crescimento de 6% ano a ano, equilibrando a queda nos preços dos combustíveis com a alta cambial.
Apesar disso, um prejuízo líquido de R$ 11 milhões é previsto, uma melhora significativa em relação aos R$ 257 milhões negativos do 1T24, sustentado por iniciativas de gestão de passivos.
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Para os investidores da Azul, o BTG recomenda atenção especial a três fatores: o processo de reestruturação da dívida, os desdobramentos da fusão com a Gol e a possibilidade de recessão.
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Seguindo o movimento da Azul, as ações da Gol (GOLL4) também registraram ganhos nesta tarde, com uma alta de até 11%, chegando a entrar em leilão por oscilação máxima permitida. As ações fecharam com um aumento de 3,30%, a R$ 0,94.
Sem anúncios relevantes, esse movimento antecede a divulgação do balanço da Gol, marcada para quinta-feira (15). Para a Gol, o BTG prevê um trimestre desafiador, com lucros pressionados por maiores despesas financeiras, apesar de um ASK consolidado de 11,6 milhões, um aumento de 5% anual.
A receita líquida da Gol deve alcançar R$ 5,2 bilhões, uma alta de 10% na comparação anual, com um Ebitda de R$ 1,6 bilhão e margem de 32%. Contudo, um prejuízo líquido de R$ 342 milhões é esperado, impactado por taxas de juros elevadas, parcialmente compensadas pela variação cambial.
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As ações subiram devido ao otimismo do mercado em relação aos resultados operacionais e financeiros esperados para o 1T25, além de fatores como a demanda robusta e a gestão de passivos.
A expectativa é de uma receita líquida consolidada de R$ 5,4 bilhões, um aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2024.
A Azul enfrenta desafios como a reestruturação de sua dívida, fusão com a Gol e a possibilidade de recessão, além de uma queda acumulada no valor das ações nos últimos meses.
A fusão com a Gol é um fator a ser monitorado, pois pode trazer sinergias operacionais e financeiras, mas também representa desafios de integração e gestão.
Para a Gol, o BTG Pactual prevê um trimestre desafiador, com lucros pressionados por maiores despesas financeiras, mas com uma receita líquida de R$ 5,2 bilhões e um Ebitda de R$ 1,6 bilhão.