Os riscos no setor de seguros estão em alta devido ao atual cenário internacional. Este é o alerta da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), que divulgou nesta segunda-feira seu mais recente Painel de Riscos do Setor Segurador.
O relatório, que analisa dados até 17 de março, destaca a crescente volatilidade nos mercados acionista e obrigacionista, resultando em um aumento dos riscos macroeconômicos, mantidos em nível médio-alto.
O que você vai ler neste artigo:
A ASF aponta que o cenário internacional adverso, marcado por conflitos geopolíticos e políticas comerciais protecionistas, está afetando o crescimento econômico e a inflação na Europa e em Portugal. Além disso, a instabilidade política nacional agrava a situação.
Os riscos de crédito permanecem em nível médio-alto, apesar da redução da exposição à dívida privada e das melhores condições de financiamento proporcionadas pela queda das taxas de juros pelo Banco Central Europeu. Contudo, há vulnerabilidades devido ao potencial aumento do endividamento dos Estados-membros da União Europeia, impulsionado por necessidades de investimento em defesa.
Os riscos de mercado também estão em tendência ascendente, com aumento da volatilidade desde o final de fevereiro de 2025. A incerteza econômica e geopolítica reflete-se nos mercados, aumentando o risco de correções acentuadas nos preços dos ativos.
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A ASF destaca um agravamento da volatilidade nos mercados acionistas, resultado da imposição de tarifas pelos EUA, elevando a volatilidade em cerca de 14% entre 17 de março e 7 de abril. Nos mercados obrigacionistas, a evolução foi semelhante, embora menos intensa.
Os riscos de liquidez permanecem em nível médio-baixo, com ligeira deterioração no rácio de liquidez de ativos. Entretanto, o rácio de entradas sobre saídas continua a melhorar. Os riscos de rendibilidade e solvência, embora com tendência ascendente, mantêm-se em nível médio-baixo, assegurando uma posição sólida do setor para enfrentar eventos adversos.
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Os riscos de interligações estão em nível médio-baixo, com redução nas exposições à dívida soberana nacional e ao setor financeiro. No entanto, houve um aumento na concentração de ativos por grupo econômico e setor de atividade.
No setor de seguros, o ramo Vida melhorou, passando de nível médio-alto para médio-baixo, enquanto os ramos não vida mantiveram uma avaliação de médio-alto. Apesar da evolução positiva da produção em 2024, as alterações nas políticas comerciais internacionais podem afetar as rendibilidades futuras devido ao impacto nos custos com sinistros.
Em conclusão, o cenário internacional desafiante continua a pressionar o setor de seguros, exigindo atenção e adaptação constante. Se você gostou deste conteúdo e deseja receber mais informações como esta, inscreva-se em nossa newsletter!
Os principais riscos incluem volatilidade nos mercados acionistas e obrigacionistas, riscos de crédito, mercado, liquidez, solvência e interligações.
Conflitos geopolíticos e políticas comerciais protecionistas estão afetando o crescimento econômico e a inflação, impactando diretamente o setor de seguros.
O ramo Vida no setor de seguros melhorou sua avaliação, passando de nível médio-alto para médio-baixo.
Os riscos de mercado estão em tendência ascendente devido à incerteza econômica e geopolítica, que aumentam a volatilidade e o risco de correções nos preços dos ativos.
As políticas comerciais internacionais podem afetar as rendibilidades futuras do setor de seguros devido ao impacto nos custos com sinistros.