O consignado privado é uma medida estrutural importante, mas seu anúncio pode não ter ocorrido no melhor momento, segundo Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual. Em meio a um cenário de juros elevados para conter a inflação, o governo federal propõe novas políticas para estimular a economia, gerando incertezas no mercado.
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O mercado está em dúvida sobre como o governo federal lidará com a desaceleração econômica prevista para 2025. A alta dos juros, uma ferramenta para conter o consumo e a demanda, está em aparente contradição com a introdução de novas linhas de crédito, como o consignado privado.
Mansueto argumenta que o aumento dos juros visa justamente desacelerar o consumo, tornando o anúncio do crédito consignado questionável. “Talvez, o ‘timing’ não seja muito bom”, afirmou Mansueto durante o evento CEO Conference, promovido pelo BTG Pactual.
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Há também uma incerteza sobre o papel dos bancos públicos na economia. Mansueto destacou que, se houvesse certeza de que o governo não interferiria nos bancos públicos, ele consideraria investir em ações do Banco do Brasil, que atualmente estão baratas no mercado.
O mercado teme que novas medidas fiscais possam entrar em conflito com a política monetária. “O grande medo é colocar a política monetária e a fiscal uma brigando com a outra”, comentou Mansueto, preocupado com a volatilidade econômica que isso poderia causar até 2025 e 2026.
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Uma desaceleração mais acentuada da economia brasileira pode ser vista como positiva, pois indicaria que a política monetária está surtindo efeito. Isso poderia abrir espaço para um ciclo de corte de juros antes do esperado, segundo Mansueto, que já foi secretário do Tesouro Nacional.
Eduardo Loyo, também do BTG Pactual, destacou que programas que mitigam o impacto dos juros altos podem comprometer a credibilidade da política monetária. Ele alerta que esses programas não apenas trabalham contra a política monetária, mas também afetam sua eficácia.
O cenário atual apresenta desafios e incertezas para a economia brasileira. As medidas adotadas pelo governo federal, como o consignado privado, estão sendo analisadas de perto por economistas e investidores, que buscam entender seus impactos a longo prazo.
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A principal crítica é que o anúncio do consignado privado foi feito em um momento de juros elevados, o que pode ser contraditório com a política monetária atual de desacelerar o consumo.
O aumento dos juros visa desacelerar o consumo, tornando o crédito mais caro e, assim, reduzindo a demanda por bens e serviços.
Há incertezas porque, se o governo interferir nos bancos públicos, isso pode impactar negativamente o mercado de ações e a confiança dos investidores.
Conflitos entre política fiscal e monetária podem levar a volatilidade econômica, afetando a estabilidade e a credibilidade das políticas econômicas.
Uma desaceleração mais acentuada pode ser positiva, pois indicaria que a política monetária está funcionando, potencialmente abrindo espaço para um ciclo de corte de juros.