A Receita Federal do Brasil anunciou nesta quarta-feira (19) a criação do Grupo de Trabalho de Criptoativos (GT Criptoativos). O objetivo principal do grupo é obter informações sobre depósitos e retiradas de usuários brasileiros em exchanges de criptomoedas no exterior.
O que você vai ler neste artigo:
O GT Criptoativos terá como foco principal as exchanges internacionais que operam no Brasil, mas também dará atenção aos gateways de pagamento utilizados por essas plataformas para transações em reais.
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As atividades do GT Criptoativos, detalhadas na Portaria RFB nº 427, publicada em 17 de junho de 2024, incluem reuniões com representantes das exchanges para entender seus modelos de negócio e identificar oportunidades de diálogo e colaboração.
Nesses encontros, a Receita Federal pretende “orientar quanto ao cumprimento de obrigações tributárias principais e acessórias” e “estruturar a captação de informações sobre depositantes e sacadores das contas dessas instituições”.
Segundo a publicação no Diário Oficial da União, “o grupo ainda quer estabelecer estratégia de atuação relativa a instituições que descumprem suas obrigações tributárias”.
De acordo com as normas da IN1888, as exchanges internacionais precisam reportar dados de clientes e transações para a Receita Federal. Segundo o órgão, os brasileiros que possuem criptomoedas em exchanges no exterior estão sujeitos ao pagamento de Imposto de Renda (IR) de 15% sobre os lucros obtidos com essas operações.
Para a Receita Federal, “os rendimentos de aplicações financeiras no exterior ficarão sujeitos à incidência do IRPF à alíquota de 15% (quinze por cento), não se aplicando nenhuma dedução da base de cálculo, observado o disposto no art. 11.”
A criação do GT Criptoativos faz parte de um conjunto de medidas da Receita Federal para aumentar a transparência e a regulamentação do mercado de criptomoedas no Brasil. A decisão do grupo foi oficializada pela Portaria RFB nº 427, publicada na última segunda-feira (17).
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Em março deste ano, a RFB publicou uma nova Instrução Normativa sobre a Lei das Offshores, que criou um imposto para Bitcoin BTCUSD e outras criptomoedas mantidas no exterior.
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O objetivo principal do GT Criptoativos é obter informações sobre depósitos e retiradas de usuários brasileiros em exchanges de criptomoedas no exterior, além de orientar sobre o cumprimento de obrigações tributárias.
As atividades incluem reuniões com representantes das exchanges, orientação sobre obrigações tributárias, captação de informações sobre depositantes e sacadores, e estabelecimento de estratégias de atuação.
Brasileiros com criptomoedas em exchanges no exterior estão sujeitos ao pagamento de Imposto de Renda (IR) de 15% sobre os lucros obtidos com essas operações.
A Portaria RFB nº 427, publicada em 17 de junho de 2024, oficializa a criação do GT Criptoativos e detalha suas atividades e objetivos.
A IN1888 é uma instrução normativa que exige que exchanges internacionais reportem dados de clientes e transações para a Receita Federal, visando maior transparência e regulamentação do mercado de criptomoedas.