A nova modalidade de empréstimo consignado privado está prestes a ser liberada na primeira quinzena de março. Este novo formato visa facilitar o acesso ao crédito para aproximadamente 40 milhões de trabalhadores do setor privado com carteira assinada. A ideia é baratear o custo do crédito e tornar o processo mais acessível através de uma plataforma inovadora.
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O crédito consignado privado não é uma novidade. Desde 2003, ele já está disponível para trabalhadores com carteira assinada, mas apenas para aqueles que trabalham em empresas com convênios com instituições financeiras. Este modelo, no entanto, restringe o acesso, pois nem todas as instituições estão dispostas a firmar tais convênios.
Com a nova estrutura, haverá um link com o e-Social, gerido pela Caixa Econômica Federal, que permitirá a contratação do crédito diretamente pelas plataformas, eliminando a necessidade de convênios. A regulamentação será formalizada através de uma Medida Provisória (MP).
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Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida está avançada e deve ser enviada ao Congresso em breve. A expectativa é que o mercado de consignado privado cresça exponencialmente, passando de R$ 40 bilhões para mais de R$ 700 bilhões até 2030, conforme projeção da techfin Oneblinc.
O governo defende que a medida não é contraditória à alta dos preços, mas sim uma forma de justiça econômica, já que trabalhadores pagam altas taxas de juros por falta de acesso ao consignado.
O crédito consignado privado será destinado a trabalhadores com vínculo formal, ou seja, contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para ser elegível, é necessário ter carteira assinada e receber o salário via folha de pagamento.
Atualmente, a margem consignável para essa modalidade é de 35% do salário líquido para beneficiários do INSS. A nova modalidade deverá seguir critérios semelhantes, mas ainda depende de definições mais claras.
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O potencial de crescimento do consignado privado é enorme, considerando que o setor público já movimenta uma carteira de R$ 600 bilhões. As novas regras podem ampliar significativamente o alcance e impacto econômico desta modalidade de crédito.
Antonio Hermann Azevedo, sócio-fundador da Integral Investimentos, destaca que o funcionalismo do setor privado é significativamente maior do que o do setor público, o que pode levar a um crescimento rápido e robusto do mercado de crédito consignado privado.
Conclusão: Com a iminente liberação do novo consignado privado, espera-se uma transformação no mercado de crédito, beneficiando milhões de trabalhadores. Se você achou este conteúdo útil, inscreva-se em nossa newsletter para mais informações atualizadas!
O consignado privado é destinado a trabalhadores do setor privado com carteira assinada, enquanto o público é voltado para servidores públicos.
O Consignado Privado é destinado aos trabalhadores CLT que podem acessar o crédito através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
As principais vantagens incluem taxas de juros mais baixas e maior facilidade de acesso ao crédito.
A regulamentação será formalizada através de uma Medida Provisória (MP), facilitando a contratação sem a necessidade de convênios.
Atualmente, a margem consignável é de 35% do salário líquido, mas a nova modalidade ainda aguarda definições mais claras.