O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu uma marca histórica em maio, com 40 milhões de beneficiários. Até abril, eram 39.900.730 aposentados, pensionistas e demais segurados recebendo auxílios previdenciários. Agora, são 40.088.985. Esses dados foram compilados pelo órgão neste mês de junho.
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A maior parte dos segurados — cerca de 28 milhões ou 70% do total — recebe benefícios de até um salário mínimo (R$ 1.412). Outros 12,3 milhões ganham acima do piso nacional.
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Na ponta, apenas 3.841 pessoas recebem o teto do INSS, atualizado neste ano para R$ 7.786,02. Esta fatia de beneficiários também inclui aqueles que ganham benefícios acima do limite máximo da Previdência Social.
Segundo o INSS, são poucos os beneficiários que se enquadram nesta situação, sendo principalmente aqueles que se aposentaram com regras passadas que não valem mais.
De acordo com Alexandre Triches, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), a lei prevê dois cenários em que é possível ultrapassar o limite previdenciário.
Um deles é no caso de quem se aposenta por incapacidade permanente (a antiga aposentadoria por invalidez) em um dos quadros de saúde previstos na lei, além do pagamento do benefício, um adicional de 25%. A lista de doenças inclui:
A outra hipótese prevista, segundo Triches, é nos casos do salário-maternidade. O benefício é garantido às seguradas em caso de afastamento da função por parto, aborto, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.
O diretor do IBDP explica que, no caso das empregadas formais e das trabalhadoras avulsas, o benefício é pago diretamente pelo empregador (ou pela entidade reguladora, no caso das trabalhadoras avulsas), e no valor do salário usual. Se o salário for maior que o teto, esse benefício supera o limite de R$ 7 mil. E mesmo não sendo pago pelo INSS, isso é entendido pela Previdência como benefício. A empresa ‘terceiriza’ esse pagamento, e isso é posteriormente compensado pelo INSS à empresa.
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O INSS possui atualmente 40.088.985 segurados, segundo dados compilados em junho.
Cerca de 28 milhões de segurados, o que representa 70% do total, recebem benefícios de até um salário mínimo.
Os beneficiários que recebem o teto do INSS são principalmente aqueles que se aposentaram com regras passadas que não estão mais em vigor.
É possível receber acima do teto do INSS em casos de aposentadoria por incapacidade permanente e salário-maternidade.
O salário-maternidade é pago diretamente pelo empregador às empregadas formais e trabalhadoras avulsas, no valor do salário usual, podendo ultrapassar o teto do INSS.