Uma auditoria no Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, foi iniciada após o pedido de urgência do ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU). Esta auditoria busca investigar possíveis riscos que ameaçam os fundos de pensão e foi aprovada em agosto do ano passado.
O foco principal da auditoria é verificar se a indicação de João Fukunaga, em 2023, para a liderança do maior fundo de pensão da América Latina seguiu as normas legais. Fukunaga, funcionário de carreira do BB, tem uma trajetória como secretário do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
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A preocupação do TCU é justificada pelo histórico de investimentos arriscados e mal estruturados dos fundos de pensão estatais, muitas vezes usados para fins políticos. No passado, Previ, Petros e Funcef investiram em projetos que acabaram em escândalos de corrupção, como o caso do petrolão.
Outro ponto crítico que motivou a urgência da auditoria foi o déficit de R$ 14 bilhões registrado pelo principal plano de previdência da Previ entre janeiro e novembro de 2024. Esse déficit levanta a possibilidade de desequilíbrio técnico nos ativos do fundo, que só se tornariam prejuízo real se vendidos. Contudo, mapear os “potenciais riscos” é crucial, segundo Alencar.
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Nos anos 1990, durante as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, os fundos de pensão tiveram participações que nem sempre foram bem-sucedidas. Os maiores prejuízos, no entanto, ocorreram durante os governos do PT, com a criação da Sete Brasil, que afundou em dívidas e escândalos de corrupção, destacando-se nas investigações da Operação Lava-Jato.
Os desastres financeiros resultaram em contribuições extraordinárias dos funcionários do Banco do Brasil, Petrobras e Caixa para cobrir os rombos gerados por esses investimentos problemáticos. O caso da Sete Brasil, que pediu recuperação judicial em 2016 e teve falência decretada em 2019, é emblemático.
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Proteger o patrimônio dos cotistas e evitar a repetição de erros passados são os objetivos centrais da auditoria do TCU. Com a auditoria, busca-se assegurar que os fundos de pensão sejam geridos com transparência e responsabilidade, garantindo a segurança financeira dos beneficiários.
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A auditoria é essencial para proteger o patrimônio dos cotistas e garantir que os fundos de pensão sejam geridos com transparência e responsabilidade.
Os principais riscos incluem investimentos arriscados e mal estruturados, além de um déficit bilionário que pode comprometer o equilíbrio técnico dos ativos.
A auditoria pode evitar contribuições extraordinárias dos cotistas para cobrir déficits, assegurando uma gestão mais segura e transparente dos fundos.
No passado, o Previ esteve envolvido em escândalos de corrupção e investimentos duvidosos, como o caso do petrolão e a falência da Sete Brasil.
O TCU está realizando auditorias para verificar a conformidade das indicações de liderança e mapear riscos, promovendo uma gestão mais responsável e transparente.